Entretenimento

VÍDEO: Ícone da MPB relembra sexo por dinheiro e prisão na Febem: 'Foi brabo me tirar de lá'

Ilustrativa/Freepik
Cantor lembra passado difícil e diz que chegou a fazer sexo por dinheiro: “Passei fome e dormia na rua”  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Freepik
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 12/11/2025, às 07h56



Ícone da Música Popular Brasileira (MPB), o cantor Elymar Santos, de 73 anos, relembrou momentos marcantes da juventude durante entrevista ao podcast “Papagaio Falante”, apresentado por Sérgio Mallandro e Renato Rabelo. O artista contou que viveu nas ruas, foi preso diversas vezes e chegou a fazer sexo por dinheiro para sobreviver.  

Criado apenas pela mãe e sem conhecer o pai, Elymar disse que teve uma adolescência rebelde e cheia de dificuldades. 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

“Passei fome, mas não por causa da minha mãe. Foi porque eu fui pra vida. Dormia na rua, no banco de praça e fui preso muitas vezes. Eu ficava com a galera da vadiagem. Eles iam presos e eu, menor de idade, ia junto”, contou. 

Por ser menor, o cantor era liberado logo após as prisões, mas acabou passando boa parte da juventude internado na Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor), instituição que abrigava jovens em conflito com a lei no Rio de Janeiro. 

“Eu ia preso e me soltava porque eu era menor de idade. Mas eu passei a maior parte da minha vida na Febem. Aquilo foi uma barra. Ninguém queria ver um filho ali. E foi brabo pra me tirar de lá.” 

Durante a conversa, Elymar também falou sobre o período em que chegou a se relacionar sexualmente em troca de dinheiro, mas negou ter sido garoto de programa. 

“Por necessidade, fiz algumas coisas. Mas eu fazia se rolasse atração. Aí eu sairia [com a pessoa]. Não era uma condição. Eu não era michê. Eu era alguém que aceitava a ajuda das pessoas, que sabiam da minha situação ali. Eu vivi isso, sim, em curto tempo.” 

Apesar das dificuldades, o cantor afirma que tudo o que viveu foi importante para sua formação pessoal e artística. 

“O sofrimento, quando não te amarga, ele te humaniza. Graças a Deus, a segunda opção entrou na minha vida. E numa boa: eu viveria tudo de novo.” 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)