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A crise envolvendo o Banco Master já começa a gerar impactos fora do setor financeiro. Um dos reflexos apareceu no Carnaval do Rio de Janeiro. Sem o dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o camarote Alma Rio, um dos mais disputados da Sapucaí, passou a vender ingressos ao público por valores que chegam a R$ 7 mil por noite. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
Antes reservado apenas para convidados, o espaço precisou abrir a venda de convites para conseguir bancar os custos elevados do projeto.
Segundo o empresário Álvaro Garnero, um dos sócios do camarote, só o aluguel do espaço para os dias de desfile ultrapassa os R$ 5 milhões.
"Claro [que sentimos], porque é um projeto que custa muito caro. Só de aluguel para a Liesa [a liga que reúne as escolas de samba do Rio e que é responsável por gerir a Marquês de Sapucaí durante o Carnaval], acho que [pagamos] mais de R$ 5 milhões."
Além disso, há gastos com estrutura, atrações musicais, bebidas e alimentação. Sem patrocínio forte, a alternativa foi repassar a conta para o público.
"É uma conta difícil de fechar. Por isso que a gente vende o ingresso [para o camarote] a R$ 5.000, R$ 6.000, R$ 7.000 [por noite], porque todo mundo sabe também como é o nosso espaço e que você verá o maior espetáculo da terra."
No Carnaval do ano passado, Daniel Vorcaro foi um dos principais investidores do camarote. Ele comprou um grande lote de ingressos e ficou com uma área exclusiva no terceiro andar do espaço para receber convidados.
"Ele comprou um lote de ingressos e aprovava a lista de convidados. Foi um negócio muito bacana que a gente fez, e ele me agradeceu."
Atualmente, Vorcaro é investigado na Operação Compliance Zero e cumpre prisão domiciliar, o que impediu a renovação da parceria.
Álvaro Garnero também negou informações divulgadas anteriormente de que o investimento no camarote teria chegado a R$ 40 milhões.
"Esse valor de R$ 40 milhões não existe. Foi algo em torno de R$ 16 milhões, R$ 17 milhões, um negócio menor."
Outro patrocinador de peso do ano passado, ligado à companhia aérea Air Europa, também não renovou o apoio financeiro. Segundo o empresário, a dificuldade para conseguir patrocinadores não é um problema exclusivo do Alma Rio.
"Está todo mundo sentindo isso porque os recursos vão todos para a Copa."
Outra mudança para este ano é que o camarote deixou de usar o nome Café de La Musique e passou a se chamar apenas Alma Rio. Segundo Garnero, a decisão foi tomada para preservar a marca em eventos mais exclusivos.
Mesmo com a saída de patrocinadores, os organizadores garantem que o camarote manterá o padrão de atrações e serviços. Estão previstas apresentações de DJs internacionais e shows de artistas brasileiros durante os dias de desfile.
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