Entretenimento
por Natane Ramos
Publicado em 18/12/2025, às 20h07 - Atualizado às 22h37
O artista Luiz Caldas refletiu sobre as mudanças no Carnaval de Salvador, durante a sua participação no "Se Liga Bocão", exibido na Baiana FM (89,3) e apresentado por Zé Eduardo. O musicista destacou sobre como não liga para reconhecimento, mas reconhece a mudança drástica na festividade.
"Eu não me preocupo muito com essa coisa não, eu me preocupo com a minha carreira. São 55 anos que vivo de música, o sucesso é uma coisa que a gente constrói não é no ano a ano, é dia a dia, com atitudes, com música, com a forma que você respeita a arte", relatou.
Luiz Caldas refletiu sobre seu impacto no Axé Music. "Acredito que ninguém tem obrigação a nada. Eu não sentei e disse: 'vou criar o Axé Music', foi uma coisa que aconteceu na minha vida. Eu sei que sou o número um por ter sido o precursor, porque antes de mim existia o frevo baiano. Isso ninguém vai mudar, pois isso é história. Por esse fato histórico, as pessoas têm o carinho de me chamar de pai do Axé. Mas Bell é um cara que tem contribuído tanto quanto eu para a música baiana, tantos e tantos anos. Ele poderia ter esse nome também, sem problema", acrescentou.
O cantor reforça que o Carnaval não é mais o mesmo, mas que a mudança é algo natural. "Eu acho que a longevidade, a forma que você cuida da sua carreira, você acaba contribuindo para que o nosso Carnaval fique mais forte. Que deixou de ser um Carnaval ligado à música carnavalesca", declarou.
"Virou um grande festival. Não é questão de gostar, é questão de viver isso. É o tempo, são as mudanças, são naturais. Não adianta você fazer um Carnaval com os moldes só antigos, porque você vai segregar uma garotada que tá afim de ouvir outro tipo de música também", pontuou.
Caldas acredita que este novo cenário musical no Carnaval é algo esperado. "Eu acho que tudo é adaptável, da melhor forma possível. Mas, ao meu ver, eu respeitaria, claro, muito mais o que a gente criou do que o que veio de fora. É uma questão de comércio, de você exportar a mais do que importar para nossa música. Aqui [Salvador] é um grande festival. Eu não acho que isso seja inválido, de forma nenhuma, não vejo problema, é como eu disse: são os tempo", concluiu.
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