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Wi-Fi na Lua? Conheça a tecnologia da Nasa que permite envio de imagens em alta velocidade

Divulgação/NASA
Sistema permite comunicação contínua com espaçonaves, independentemente da rotação da Terra  |   Bnews - Divulgação Divulgação/NASA
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 09/04/2026, às 15h13



A ideia de “internet espacial” ainda não chegou ao modelo doméstico, mas a comunicação com missões fora da Terra já deu um salto considerável. Prova disso é o envio quase imediato de imagens da missão Artemis II, da NASA, que voltou a levar astronautas rumo à Lua após mais de cinco décadas.

Lançada na última quarta-feira (1º), a expedição marca o primeiro voo tripulado ao redor do satélite natural desde o programa Apollo, encerrado em 1972. Poucas horas após deixar a órbita terrestre, a tripulação já compartilhava imagens do planeta. Na sequência, vieram registros da própria Lua, mesmo com a nave a centenas de milhares de quilômetros de distância.

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Nada disso acontece por Wi-Fi, claro. Durante décadas, a comunicação espacial foi baseada em ondas de rádio, tecnologia confiável, mas limitada em velocidade e volume de dados. Isso começou a mudar recentemente.

Em 2024, a agência norte-americana testou com sucesso um sistema de comunicação a laser, capaz de transmitir dados em altíssima velocidade. A tecnologia funciona como um link bidirecional, que envia e recebe informações por feixes de luz, alcançando taxas de até 1,2 gigabits por segundo. Na prática, é como trocar uma conexão discada por fibra óptica no meio do espaço.

O ganho é significativo. Enquanto o rádio tem maior alcance, o laser entrega mais eficiência e capacidade de transmissão, o que permite o envio de imagens mais detalhadas e em menos tempo. O mesmo modelo já é usado para receber dados de sondas não tripuladas em missões científicas.

Para garantir que o sinal nunca se perca no vazio espacial, a NASA mantém a chamada Deep Space Network, uma rede global com estações na Califórnia, em Madri e em Canberra, na Austrália. Esse sistema permite comunicação contínua com espaçonaves, independentemente da rotação da Terra.

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