Entretenimento
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 09/04/2026, às 15h13
A ideia de “internet espacial” ainda não chegou ao modelo doméstico, mas a comunicação com missões fora da Terra já deu um salto considerável. Prova disso é o envio quase imediato de imagens da missão Artemis II, da NASA, que voltou a levar astronautas rumo à Lua após mais de cinco décadas.
Lançada na última quarta-feira (1º), a expedição marca o primeiro voo tripulado ao redor do satélite natural desde o programa Apollo, encerrado em 1972. Poucas horas após deixar a órbita terrestre, a tripulação já compartilhava imagens do planeta. Na sequência, vieram registros da própria Lua, mesmo com a nave a centenas de milhares de quilômetros de distância.
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Nada disso acontece por Wi-Fi, claro. Durante décadas, a comunicação espacial foi baseada em ondas de rádio, tecnologia confiável, mas limitada em velocidade e volume de dados. Isso começou a mudar recentemente.
The Artemis II astronauts recently showed off some of their historic cargo aboard the Orion spacecraft, including the American flag prepared for the Apollo 18 mission. The Apollo 18 and 19 missions were cancelled in September 1970 to focus on Skylab and developing the Shuttle. pic.twitter.com/V2E9iwrTvU
— NASA Artemis (@NASAArtemis) April 9, 2026
Em 2024, a agência norte-americana testou com sucesso um sistema de comunicação a laser, capaz de transmitir dados em altíssima velocidade. A tecnologia funciona como um link bidirecional, que envia e recebe informações por feixes de luz, alcançando taxas de até 1,2 gigabits por segundo. Na prática, é como trocar uma conexão discada por fibra óptica no meio do espaço.
O ganho é significativo. Enquanto o rádio tem maior alcance, o laser entrega mais eficiência e capacidade de transmissão, o que permite o envio de imagens mais detalhadas e em menos tempo. O mesmo modelo já é usado para receber dados de sondas não tripuladas em missões científicas.
Para garantir que o sinal nunca se perca no vazio espacial, a NASA mantém a chamada Deep Space Network, uma rede global com estações na Califórnia, em Madri e em Canberra, na Austrália. Esse sistema permite comunicação contínua com espaçonaves, independentemente da rotação da Terra.
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