Entrevista
por Gabriel Santana
Publicado em 12/12/2025, às 13h28
As canetas emagrecedoras se tornaram um costume muito utilizado entre a população mundial, principalmente devido à facilidade de obter resultados físicos rápidos. Recentemente, um clube adotou a prática, o que gerou uma crise grave em um dos gigantes do Brasileirão Série A.
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O São Paulo chegou a ter 24 dos 33 jogadores do elenco com lesões ou passagens pelo departamento médico, o que representa 72,7% dos atletas. De acordo com o jornal O Globo, ocorreram discordâncias em torno da prescrição do medicamento Mounjaro aos jogadores, o que causou problemas na política do clube e gerou crises internas.
Mounjaro é um medicamento à base de tirzepatida, originalmente destinado ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A recomendação do medicamento foi feita sem o conhecimento de vários profissionais da área de saúde do clube. Segundo o Tricolor, o remédio foi administrado de forma individualizada, após avaliações clínicas detalhadas.
O médico responsável pelo tratamento no clube foi o nutrólogo Eduardo Rauen, que indicava aos atletas um fornecedor que entregava o medicamento com embalagem, rótulo e bula em inglês — um indicativo de que o Mounjaro não foi comprado no Brasil. O São Paulo nega qualquer vínculo entre o tratamento e o número elevado de lesões na temporada, e afirma que a suposição de associar o remédio aos problemas físicos é infundada e desonesta.
A equipe tricampeã mundial destacou que a conduta médica seguiu todos os protocolos previstos pela legislação brasileira, além de ressaltar que o medicamento é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fabricado pela Eli Lilly, uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo, e que não há nenhuma irregularidade quanto ao seu uso.
Confira a nota do São Paulo sobre o assunto:
Conforme descrito na bula, pacientes com IMC acima de 27,5, associados a comorbidades, como no caso específico das lesões articulares, têm indicação formal para o uso do medicamento, sempre com acompanhamento médico. Os dados mostram que os atletas conseguiram perder peso corporal, diminuir o percentual de gordura e melhorar a massa muscular. Trata-se de um procedimento médico legítimo, seguro, respaldado pela literatura e executado dentro das normas éticas e regulamentares. O paciente, em conjunto com seu médico, pode optar por comprar o produto diretamente em farmácias brasileiras ou realizar a importação regular, permitida pela Anvisa mediante prescrição. O que importa e sempre orientamos é que o medicamento seja autêntico.
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