Entrevista

“Muita gente pode estar ingerindo placebo”, alerta coronel sobre canetas emagrecedoras falsificadas

Reprodução/Bnews TV
Alerta foi feito após operação conjunta entre as polícias Militar e Civil localizar a maioria dos alvos investigados por comercialização irregular dos medicamentos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Bnews TV
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 09/06/2026, às 23h29



O tenente-coronel Batalha fez um alerta à população sobre os riscos da compra de canetas emagrecedoras comercializadas de forma irregular. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Se Liga Bocão, ao comentar uma operação conjunta entre as forças de segurança que teve como alvo um esquema de venda clandestina dos medicamentos.

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Segundo o oficial, a ação foi resultado de um trabalho integrado entre a Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e contou com o compartilhamento de informações de inteligência entre as instituições. “Nós fizemos um trabalho muito importante, onde muitos alvos foram levantados”, afirmou.

De acordo com o comandante, a operação vinha sendo planejada há algum tempo e apresentou resultados considerados positivos pelas forças de segurança. Segundo ele, dos 24 alvos identificados durante a investigação, aproximadamente 22 foram localizados pelas equipes policiais.

As ações não ficaram restritas ao Complexo do Nordeste de Amaralina. Conforme explicou o oficial, os mandados e diligências também alcançaram outros bairros de Salvador, como Valéria, além de alvos localizados fora da Bahia. “Acho que de 24 alvos, 22 foram encontrados”, destacou.

Durante a entrevista, o tenente-coronel chamou atenção para os riscos à saúde pública associados à comercialização clandestina das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos que ganharam popularidade nos últimos anos por serem utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes.

Segundo ele, muitos consumidores podem estar adquirindo produtos sem procedência ou  até mesmo substâncias que não correspondem ao medicamento anunciado. “Muita gente tem interesse nas canetinhas por questão de saúde e às vezes está ingerindo ali um placebo”, alertou.

Para o comandante, a venda irregular desses produtos representa uma ameaça não apenas ao consumidor, mas também ao sistema de saúde, já que pessoas em tratamento médico podem deixar de receber os efeitos esperados do medicamento. “É uma irresponsabilidade gigantesca”, declarou.

O tenente-coronelreforçou que a população deve desconfiar de ofertas com preços muito abaixo dos praticados no mercado e buscar sempre canais autorizados para aquisição dos medicamentos. “A população também tem que ficar atenta para não ser enganada por canetinha barata demais”, concluiu.

A operação integra uma série de ações realizadas pelas forças de segurança para combater a comercialização ilegal de medicamentos e produtos sem registro ou procedência comprovada, prática que pode colocar em risco a saúde dos consumidores e configurar crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo.

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