Esporte

Revista diz que Qatar pagou a Ricardo Teixeira pela Copa de 2022

Divulgação

Reportagem destaca que delegados de entidade foram corrompidos

Publicado em 29/01/2013, às 16h14    Divulgação    Redação Galáticos Online

Uma reportagem de 20 páginas da revista 'France Football' publicada nesta terça-feira (29) acusa o Qatar de corromper os delegados da Fifa para vencer a disputa para sediar a Copa do Mundo de 2022.

Segundo a publicação francesa, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, como um dos beneficiários do esquema, assim como os presidentes da Conmebol, o paraguaio Nicolás Leoz, e da Uefa, o francês Michel Platini, e até o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy. O presidente do Barcelona, Sandro Rosell, também teria seu nome implicado no processo.

A eleição ocorrida em 2 de dezembro de 2010, o Qatar ficou com 14 votos, contra 8 dos Estados Unidos. Austrália, Coreia do Sul e Japão eram os outros candidatos.

Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF em março do ano passado, acossado por acusações de corrupção em outro esquema fraudulento, a falência da empresa de marketing esportiva ISL, que teria pagado propina a ele a seu ex-sogro, o ex-presidente da Fifa, João Havelange. 

Teixeira mudou-se para a Florida, nos Estados Unidos, deixando o cargo que ocupava para o mais idoso de seus vice-presidentes, José Maria Marin. No caso do Qatar, o voto de Teixeira teria sido dado em troca de um amistoso entre Brasil  e Argentina realizado em Doha, pelo qual o país asíatico teria pago US$ 7 milhões, contra os US$ 1,5 mi que normalmente eram cobrados pela Seleção. Além da parte que cabia à CBF e à Federação Argentina, Teixeira e Julio Grondona, presidente da AFA, teriam embolsado parte do cachê.

Rosell, presidente do Barcelona, é relacionado ao esquema por causa do patrocínio da Fundação Qatar nas camisas do clube, que em 2014 passarão para a Qatar Airways.


Foto: Divulgação

Classificação Indicativa: Livre