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Acusado de racismo, torcedor do Boca é solto e Justiça impõe série de restrições; veja quais

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O torcedor argentino foi detido após ter sido flagrado cometendo racismo em partida entre Cruzeiro e Boca Juniors, na última terça-feira (28)  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 30/04/2026, às 13h21 - Atualizado às 13h58



O torcedor argentino do Boca Juniors, Nahuel Jeremias Maldonado, acusado de racismo durante partida contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte (MG), foi solto pela Justiça de Minas Gerais nesta quinta-feira (30).

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Após a audiência de custódia, o juiz da Secretaria de Audiências de Custódia de Belo Horizonte, Leonardo Vieira Rocha Damasceno concedeu a liberdade provisória ao torcedor argentino, sem fiança, mas com medidas cautelares.

Nahuel está proibido de ir ao Mineirão pelos próximos seis meses, além de permanecer sendo monitorado durante 90 dias. O argentino vai ter que realizar recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, no endereço que será informado para a Justiça, além de estar proibido de sair de casa em período integral aos finais de semana e feriados por três meses.

O torcedor do Boca também vai precisar comparecer em juízo a cada mês, para informar e justificar as suas atividades durante seis meses. De acordo com a Rádio Itatiaia, se Nahuel não cumprir as medidas, a Justiça pode decretar a prisão preventiva do argentino.

Entenda o caso

Nahuel foi detido pela polícia, após ter sido acusado por fazer um gesto racista contra a torcida do clube mineiro, durante a partida válida pela Copa Libertadores, na última terça-feira (28).

Após o atacante xeneize Adam Bareiro ser expulso, um jornalista conseguiu flagrar e denunciou Nahuel à segurança do Mineirão, que passou a procurá-lo. Nahuel estava junto de um torcedor do Boca no Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Mineirão. Ele foi visto conversando com os policiais e aguardando a apuração dos fatos.

Alguns jornalistas argentinos reclamaram que um torcedor do Cruzeiro teria rasgado uma nota de dois reais em provocação aos argentinos.

O Ministério Público de Minas Gerais acompanha o ocorrido e comunicou que as imagens serão analisadas para apurar a responsabilização de Nahuel. Em nota, o Mineirão aponta que repudia qualquer ato de racismo e disse que mantém sistema de monitoramento para ajudar as autoridades que investigam o caso.

A nota conclui afirmando que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) será informada sobre o caso.

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