Esporte

Adversário do Bahia em amistoso e no Brasileirão vive crise financeira com salários atrasados; entenda

Letícia Martins / EC Bahia
Fluminense não paga salários de junho e enfrenta dificuldades financeiras, enquanto se prepara para o amistoso contra o Bahia  |   Bnews - Divulgação Letícia Martins / EC Bahia
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 11/07/2026, às 12h32



O Fluminense, adversário do Bahia no amistoso deste domingo (12), atravessa um momento delicado fora das quatro linhas. Segundo informações do setorista Paulo Brito, o clube carioca voltou a atrasar o pagamento de salários e já acumula o terceiro mês consecutivo sem cumprir o prazo habitual de quitação da folha salarial.

As equipes se enfrentam às 16h, no Maracanã, em partida preparatória para a retomada da temporada após a pausa da Copa do Mundo. O confronto terá transmissão da Baiana FM (89,3) e da BNews TV.

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De acordo com a apuração, os vencimentos referentes ao mês de junho ainda não foram depositados para jogadores, comissão técnica e demais funcionários do clube. A diretoria trabalha para administrar a situação e evitar um agravamento da crise financeira.

Nos bastidores, a expectativa é de que os atrasos continuem até o fim da temporada, enquanto os dirigentes buscam alternativas para equilibrar as contas e avançar com o projeto de implantação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Ainda segundo Paulo, apesar de o ambiente ainda não ser considerado de desespero, o cenário já preocupa funcionários e atletas nas Laranjeiras, em Xerém e no Centro de Treinamentos Carlos Castilho.

Outro fator que aumenta a pressão sobre o Fluminense é a necessidade de obter bons resultados esportivos. A diretoria teme que uma eliminação precoce na Libertadores ou na Copa do Brasil agrave ainda mais a situação financeira do clube.

Além disso, internamente, há o entendimento de que a meta orçamentária de arrecadar cerca de R$220 milhões com a venda de jogadores em 2026 dificilmente será alcançada. Com isso, a expectativa é compensar parte do déficit com premiações em competições nacionais e internacionais.

O cenário financeiro também é marcado pelo crescimento da dívida tricolor, que, pela primeira vez na história, ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, aumentando a pressão sobre a gestão enquanto o clube tenta reorganizar suas finanças. Segundo informações de Brito, a aprovação da SAF é vista como uma das principais alternativas para reestruturar o clube e reduzir os impactos da atual crise econômica.

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