Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 14/01/2026, às 15h41
O Corinthians negou qualquer tentativa de pagar a multa rescisória do atacante Ruan Pablo, de 17 anos, uma das promessas da base do Bahia. A informação havia ganhado força nos últimos dias, apontando uma suposta investida do clube paulista como resposta ao caso Kauê Furquim, mas foi rechaçada pela diretoria alvinegra.
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Em entrevista ao Meu Timão, o executivo da base do Corinthians, Erasmo Damiani, afirmou não ter conhecimento de qualquer negociação envolvendo o jovem atacante e disse que sequer tratou do assunto com o presidente Osmar Stabile.
“Desconheço isso. Eu não posso nem afirmar e nem dizer que não, porque aí eu estaria mentindo. Eu realmente não tenho conhecimento dessa situação. O que eu li foi o que todo mundo leu, mas nem cheguei a conversar com o presidente para saber se isso existia ou não”, declarou o dirigente.
A especulação surgiu após o Bahia renovar o contrato de Ruan Pablo até 2030, na última sexta-feira (9), com reajuste de multas rescisórias. O movimento aconteceu depois do destaque do atacante na Copa do Mundo Sub-17 e do suposto interesse do Corinthians em pagar a cláusula de saída para o mercado interno, que à época era de R$41,3 milhões.
A iniciativa do clube do Parque São Jorge teria sido motivada como uma espécie de “vingança” pela contratação de Kauê Furquim, de 16 anos, pelo Bahia. Em agosto de 2025, o clube baiano acionou a multa rescisória nacional e desembolsou R$14 milhões para tirar o atacante, então principal joia da base corinthiana.
O episódio abalou a relação entre os clubes. Irritado com a negociação, o presidente Osmar Stabile rompeu relações institucionais com o Bahia e, dias depois, o Corinthians entrou com uma ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF. No processo, o clube paulista acusa os tricolores de aliciamento e pede punições.
Além disso, o Corinthians solicita o pagamento de 50 milhões de euros (cerca de R$315,5 milhões), valor correspondente à multa para o mercado internacional, uma multa adicional de 200 vezes o salário do jogador, estimada em torno de R$10 milhões, e outras sanções esportivas e financeiras.
A diretoria alvinegra sustenta que o Bahia teria atuado apenas como intermediário para que o Grupo City, controlador da SAF do clube, pagasse apenas a multa nacional. Até o momento, o caso segue sem desfecho.
A suposta tentativa por Ruan Pablo também não condiz com o cenário atual do Corinthians no mercado. Endividado em mais de R$2,7 bilhões e após se livrar recentemente de dois transfer bans, o clube adotou uma política rígida de contenção de gastos. A prioridade tem sido a contratação de jogadores livres ou por empréstimo, evitando investimentos elevados em direitos econômicos.
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