Esporte

Gerson chora em apresentação no Cruzeiro e dispara: “Eu não sou assim”

Divulgação/Cruzeiro
Volante Gerson foi oficialmente apresentado como jogador do Cruzeiro, destacando seu sonho de disputar a Copa do Mundo  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Cruzeiro
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 13/01/2026, às 15h27



O volante Gerson foi oficialmente apresentado como jogador do Cruzeiro, nesta terça-feira (13), e viveu um dia marcado por discursos fortes, emoções e projeções ambiciosas para o futuro.

Repatriado após menos de um ano fora do Brasil, o meio-campista destacou o projeto esportivo da Raposa como determinante para a decisão de retornar ao país, especialmente pelo sonho de disputar a próxima Copa do Mundo.

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Durante a coletiva, Gerson agradeceu ao ex-clube e afirmou que a proposta celeste foi “irrecusável”. “Não sou um cara que gosta muito de reclamar. Sou grato a Deus pelas oportunidades que ele me dá. O Cruzeiro é um projeto irrecusável. Quando tem um esforço muito grande, isso a gente tem que levar em consideração”, afirmou o jogador.

Para tirar Gerson do Zenit, da Rússia, o Cruzeiro abriu os cofres e realizou a maior contratação da história do futebol brasileiro em valores corrigidos pela inflação. A Raposa vai pagar 27 milhões de euros (cerca de R$169 milhões), além de outros três milhões de euros (aproximadamente R$18 milhões) em bônus por metas estabelecidas em contrato.

O projeto esportivo apresentado pela diretoria foi decisivo para convencer o volante. Longe dos holofotes do futebol brasileiro e europeu, Gerson sentia que sua passagem pelo futebol russo o afastava do radar da seleção comandada por Carlo Ancelotti. 

“Quando cheguei nas férias, o pensamento era voltar para a Rússia. Me falaram sobre a possibilidade do Cruzeiro, e eu disse: ‘Vai para cima, se conseguir fechar vou ficar muito feliz’. E aqui estou, muito feliz”, contou.

Sonho da Copa do Mundo e retorno ao radar da Seleção

Convocado pela última vez na Data-Fifa de junho do ano passado, quando Ancelotti estreou no comando da Seleção Brasileira, Gerson atuou contra Equador e Peru. Agora, o volante vê no Cruzeiro a chance de voltar a disputar espaço na equipe nacional.

“O importante é estar em campo ajudando. Eu sonho em estar na Copa do Mundo, e o projeto do Cruzeiro me deixa mais próximo disso. Tenho que fazer meu trabalho dentro de campo”, ressaltou.

Emoção e desabafo em defesa do pai

Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi o desabafo emocionado de Gerson ao falar sobre a família, especialmente sobre o pai, Marcos Antônio da Silva, o Marcão, que o acompanha desde as categorias de base do Fluminense. Alvo de críticas durante negociações anteriores, inclusive na saída para o Zenit, o pai do jogador foi defendido publicamente pelo volante.

“Meu pai foi meu primeiro treinador. Começou me treinando na rua. A gente esteve junto quando passava dificuldade. Ele sempre acreditou em mim, até quando eu não acreditava”, disse Gerson, visivelmente emocionado.

O jogador afirmou que as críticas direcionadas à família são dolorosas, mas reforçou que sua resposta sempre será dentro de campo. “Esse choro não é de tristeza, é de alegria. Só nós sabemos o que passamos. Hoje posso dar uma vida boa pra minha família, uma escola digna pra minha filha. Se hoje estou aqui, agradeço ao meu pai”, declarou.

“É muito fácil falar da vida do próximo, criticar, pegar o telefone e fazer um vídeo. Dá vontade de responder, mas eu não sou assim. Eu respondo dentro de campo e vai ser isso”, completou.

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