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Arena Futebol World: Irã? Seleção classificada para Copa sobreviveu a invasão liderada pelos EUA que deixou quase meio milhão de mortos

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Com uma história marcada por guerras, Iraque volta ao Mundial após 40 anos e espera resolução da Guerra no Irã  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @iraqnt_en
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 06/05/2026, às 09h00



A última seleção classificada para a Copa do Mundo de 2026 carrega uma história que vai muito além do futebol. Ao vencer a Bolívia por 2 a 1, em Monterrey, no México, e garantir vaga pela repescagem mundial, o Iraque confirmou retorno ao Mundial após 40 anos e transformou a classificação em símbolo de superação de um país marcado por guerras e destruição.

Grupo do Iraque na Copa do Mundo de 2026: França; Senegal; Iraque e Noruega.

A única participação iraquiana em Copas havia sido em 1986 e, agora, quatro décadas depois, a seleção volta ao principal torneio do planeta em uma campanha que reacende memórias de resistência em um país profundamente impactado por conflitos armados, especialmente a guerra iniciada em 2003 com a invasão liderada pelos Estados Unidos, um dos países sedes do Mundial deste ano ao lado de México e Canadá.

Segundo dados divulgados pela BBC, o conflito e seus desdobramentos deixaram cerca de 461 mil mortos entre 2003 e 2011. Ao longo desse período, o Iraque enfrentou bombardeios, ocupação estrangeira, guerra civil e instabilidade política, cenário que por anos eclipsou qualquer narrativa esportiva.

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Seleção do Iraque durante as comemorações da classificação para a Copa - Foto: Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @iraqnt_en

País marcado pela guerra

A trajetória do Iraque até a Copa inevitavelmente remete à Guerra do Iraque, iniciada em março de 2003, quando forças dos Estados Unidos e do Reino Unido invadiram o país sob a justificativa de eliminar supostas armas de destruição em massa do regime de Saddam Hussein.

A ofensiva, batizada de Operação Liberdade Iraquiana, teve apoio de uma coalizão internacional e se prolongou por oito anos, até a retirada das últimas tropas americanas de combate em 2011.

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No entanto, o argumento central da invasão acabou desacreditado. As armas de destruição em massa nunca foram encontradas, e autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido reconheceram posteriormente fragilidades nas evidências que embasaram a guerra.

O conflito contou com participação militar direta, além dos americanos, de países como Reino Unido, Austrália e Polônia, além de apoio político de outras nações europeias. As consequências para o Iraque foram devastadoras, com impactos humanos, econômicos e institucionais profundos que ainda reverberam.

Assista:

Preparação para Copa após conflitos entre EUA, Israel e Irã

Como esperado pelas autoridades internacionais, o atual conflito no Oriente Médio encabeçado pelos Estados Unidos e Israel, iniciado em fevereiro deste ano com a invasão ao Irã, mantém todos os ‘vizinhos’ na região em estado de alerta.

Comandante da seleção iraquiana, o técnico australiano Graham Arnold comentou as consequências da guerra na preparação do time, em entrevista ao Globo Esporte, no dia 27 de abril. Segundo Graham, ainda não há informações de quando poderá retornar ao Iraque e nem se conseguirá rever os atletas antes do começo dos preparativos para o Mundial.

Temos planos A, B e C. O plano A é que o conflito no Oriente Médio termine, e isso se acontecer, se terminar definitivamente, então provavelmente estarei em um avião na semana seguinte para voltar a Bagdá e ajudar na preparação, assistir aos jogadores atuando na liga local e nos prepararmos. Se não terminar, obviamente isso afetará esse lado, o fato de não podermos voltar para lá e encontrar os jogadores antecipadamente – contou Arnold em conversa por vídeo, de Brisbane, no Sudoeste australiano”, disparou o treinador.

Em 2022, no comando da Austrália, Arnold levou a seleção da Oceânia às oitavas de final da Copa do Mundo, quando foi eliminado pela campeã Argentina após um ‘baile’ de Lionel Messi, por 2 a 1. Este ano, com a bandeira do Iraque no peito, o técnico conta com a possível classificação entre os melhores terceiros colocados do torneio.

“Vamos com a mentalidade de fazer algo que ninguém no mundo previu que poderíamos fazer, porque toda a pressão está sobre a Noruega, a França e o Senegal. Não está sobre o Iraque”, comentou Arnold.

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Comandante da seleção iraquiana, Técnico australiano Graham Arnold em entrevista - Foto: Instagram / @
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