Esporte
por José Gabriel
Publicado em 06/01/2026, às 10h16
A Polícia Civil investiga possíveis irregularidades financeiras no São Paulo. O alvo da apuração é o presidente do clube, Julio Casares, que teria recebido R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro nas suas contas, além de 35 saques nas contas da instituição, totalizando R$ 11 milhões. A informação foi divulgada pelo UOL.
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De acordo com relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtidos pelo UOL, os valores foram depositados nas contas de Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025, o que representou a maior fonte de renda do dirigente no período. Em nota divulgada pelos advogados de Casares, a quantia é considerada "lícita e legítima".
"Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam a defesa de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do Coaf, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.
Esclarece-se que, antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.
Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhados e esclarecidos no curso das investigações — com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais — justamente para rebater qualquer ilação que se fizer, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial."
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No entanto, o Coaf considera as movimentações como "smurfing", uma técnica usada para burlar sistemas de investigação. Isso ocorre porque os depósitos aconteceram em valores pequenos, com até 12 operações no mesmo dia, somando R$ 49 mil. O limite para que o Coaf seja notificado automaticamente é de R$ 50 mil.
Saques nas contas do São Paulo também são investigados
A Polícia Civil também investiga 35 saques realizados nas contas do São Paulo entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, conforme informações do UOL. O Coaf não especificou o destino dos R$ 11 milhões retirados.

O relatório aponta que as duas primeiras movimentações em 2021 foram realizadas por um funcionário do São Paulo. Após isso, o clube contratou uma empresa de carro-forte para fazer as retiradas, o que pode ser visto como uma tentativa de dificultar a identificação dos envolvidos.
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