Esporte
por José Gabriel
Publicado em 15/12/2025, às 09h53
O 'GE' teve acesso a áudios que revelam um esquema de comercialização clandestina de camarotes no Morumbis, em dias de shows, envolvendo diretores do São Paulo. Entre os nomes citados estão Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e atual diretora feminina, cultural e de eventos.
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Nos áudios, Schwartzmann admite que ele e outras pessoas lucraram com a venda dos ingressos para o camarote. Nesta segunda-feira (15), os diretores pediram licença de seus cargos, e o clube paulista divulgou uma nota afirmando que realizará “a devida apuração dos fatos e, com base nessa análise, adotará as medidas que se mostrarem necessárias”.
Segundo o GE, Douglas Schwartzmann revelou que Mara Casares recebeu do superintendente Marcio Carlomagno o camarote e comercializou ingressos para o show da Shakira, em fevereiro deste ano. O espaço fica no setor leste do estádio, mas, nos documentos internos do São Paulo, consta como “sala presidência” e é usado para reuniões e entrevistas.
Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária no esquema, também aparece nas gravações. Ela era responsável pela exploração do espaço e vendeu ingressos que chegaram a custar até R$ 2,1 mil cada no show da cantora.
Trecho dos áudios
– “Você nunca soube que aquilo era feito de forma clandestina? A palavra é essa. Ou você não sabia? Você sabia ou não?” – questiona Douglas a Adriana.
– “Nós três sabemos como foi feito. Você não é boba, nem eu nem ninguém. Isso foi feito de forma indevida. De forma não normal. Não é normal. Foi feito um favor. E você está gastando um favor, queimando as pessoas que te ajudaram. O erro seu lá atrás deu um prejuízo, acabou. Não tem recuperação, querida. Não tem. Todo mundo perdeu ali. Agora, você quer prejudicar a Mara e o Marcio? É isso?” – reforça Douglas.
Posicionamento do clube
Em nota, o São Paulo afirma que o camarote 3A é de responsabilidade do clube, mas que, no dia 13 de fevereiro, durante o show da Shakira, estava reservado à diretoria feminina, cultural e de eventos, sob responsabilidade de Mara Casares. O São Paulo afirma desconhecer o teor do áudio e refuta a existência de um esquema ilegal de uso do camarote e venda de ingressos.
O clube acrescenta que o camarote tem visão comprometida dependendo da montagem do palco e nem sempre é utilizado. Para este show, o espaço foi destinado à diretoria para ações de hospitalidade de parceiros, seguindo procedimentos formais e legais.
O que dizem as autoridades
No estatuto do São Paulo, o Artigo 34 prevê penalidades para sócios que cometerem infrações, com gravidade definida caso a caso. Segundo o GE, no Código Penal Brasileiro, o caso se enquadraria como estelionato (Artigo 171), que prevê reclusão de um a cinco anos e multa, podendo a pena ser mais branda para réu primário.
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