Esporte

Briga na Justiça! Cuiabá aciona gigante brasileiro e cobra R$ 1 milhão por uso irregular de jogador; entenda

Divulgação / Asscom Dourado
Cuiabá exige pagamento de R$ 1 milhão após jogador atuar contra o clube em partida sub-20, conforme cláusula contratual  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Asscom Dourado
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 14/10/2025, às 14h29



O Cuiabá entrou com uma ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) contra o São Paulo, na última segunda-feira (13),  para cobrar uma dívida de R$ 1 milhão referente ao atacante Gustavo Santana, emprestado ao time sub-20 do Tricolor.

De acordo com o clube mato-grossense, o contrato previa uma cláusula determinando que, caso o jogador atuasse contra o Cuiabá, em qualquer categoria, o São Paulo teria de pagar uma multa no valor citado. 

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A infração teria ocorrido em junho, quando Gustavo entrou em campo por seis minutos em uma partida entre as equipes de base. Desde então, o Dourado tenta receber o montante, mas afirma não ter sido pago. 

O contrato também prevê uma opção de compra de 70% dos direitos do atleta por R$ 700 mil, mas o Cuiabá condiciona qualquer negociação futura ao pagamento da multa. Em meio ao impasse, o Dourado enfrenta dificuldades financeiras após a queda para a Série B e tenta equilibrar as contas recorrendo ao mercado financeiro. 

Mesmo tendo fechado 2024 com o segundo maior superávit do futebol brasileiro (R$ 64,7 milhões), atrás apenas do Palmeiras, o clube viu suas receitas caírem cerca de 70% nesta temporada.

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O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, afirma que a inadimplência de clubes brasileiros tem prejudicado o caixa da equipe. O clube é credor de mais de R$ 40 milhões em negociações com times como Corinthians (R$ 18,5 milhões), Santos (R$ 16,3 milhões), Atlético-MG (R$ 4,6 milhões) e Grêmio (R$ 700 mil).

“Essas inadimplências nos atrapalham. Tivemos que recorrer ao mercado financeiro para manter o fluxo de caixa. É um absurdo ver clubes devendo e continuando a contratar. Essa desregulagem financeira é um problema grave no futebol brasileiro”, criticou Dresch.

O dirigente também cobrou uma postura mais rigorosa da CBF na aplicação das regras da CNRD: “Espero que a entidade faça valer as normas que já existem para equilibrar o mercado. Clubes com menos arrecadação sofrem muito e acabam pagando juros altos para se manter”, afirmou.

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