Esporte
O Cuiabá entrou com uma ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) contra o São Paulo, na última segunda-feira (13), para cobrar uma dívida de R$ 1 milhão referente ao atacante Gustavo Santana, emprestado ao time sub-20 do Tricolor.
De acordo com o clube mato-grossense, o contrato previa uma cláusula determinando que, caso o jogador atuasse contra o Cuiabá, em qualquer categoria, o São Paulo teria de pagar uma multa no valor citado.
A infração teria ocorrido em junho, quando Gustavo entrou em campo por seis minutos em uma partida entre as equipes de base. Desde então, o Dourado tenta receber o montante, mas afirma não ter sido pago.
⚠️ Cuiabá aciona São Paulo na CNRD para cobrar dívida de R$ 1 milhão pelo atacante Gustavo Santana, que está emprestado ao sub-20 do Tricolor.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) October 13, 2025
No empréstimo tinha uma cláusula dizendo que, se o jogador atuasse contra o Cuiabá (vale também no sub-20), o São Paulo teria de pagar… pic.twitter.com/8b4SlXm7D6
O contrato também prevê uma opção de compra de 70% dos direitos do atleta por R$ 700 mil, mas o Cuiabá condiciona qualquer negociação futura ao pagamento da multa. Em meio ao impasse, o Dourado enfrenta dificuldades financeiras após a queda para a Série B e tenta equilibrar as contas recorrendo ao mercado financeiro.
Mesmo tendo fechado 2024 com o segundo maior superávit do futebol brasileiro (R$ 64,7 milhões), atrás apenas do Palmeiras, o clube viu suas receitas caírem cerca de 70% nesta temporada.
Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube!
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, afirma que a inadimplência de clubes brasileiros tem prejudicado o caixa da equipe. O clube é credor de mais de R$ 40 milhões em negociações com times como Corinthians (R$ 18,5 milhões), Santos (R$ 16,3 milhões), Atlético-MG (R$ 4,6 milhões) e Grêmio (R$ 700 mil).
“Essas inadimplências nos atrapalham. Tivemos que recorrer ao mercado financeiro para manter o fluxo de caixa. É um absurdo ver clubes devendo e continuando a contratar. Essa desregulagem financeira é um problema grave no futebol brasileiro”, criticou Dresch.
O dirigente também cobrou uma postura mais rigorosa da CBF na aplicação das regras da CNRD: “Espero que a entidade faça valer as normas que já existem para equilibrar o mercado. Clubes com menos arrecadação sofrem muito e acabam pagando juros altos para se manter”, afirmou.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato