Esporte

Cármen Lúcia vota para manter Robinho na prisão e faz desabafo: "Violação à dignidade"

Tânia Rego/Agência Brasil
Robinho foi condenado a nove anos de prisão por um estupro cometido na Itália  |   Bnews - Divulgação Tânia Rego/Agência Brasil
Marcelo Ramos

por Marcelo Ramos

marcelo.ramos@bnews.com.br

Publicado em 16/11/2024, às 12h09



A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia votou, neste sábado (16), pela permanência do ex-jogador Robinho na prisão. Com o voto, o STF chegou ao placar de 5 a 1 para manter Robinho preso. Falta um voto para a maioria nesse sentido.

No voto, Cármen Lúcia declarou que a "impunidade" por crimes como esse é "mais que um descaso, é um incentivo permanente à continuidade desse estado de coisas".

"Mulheres em todo o mundo são submetidas a crimes como o de que aqui se cuida, causando agravo de inegável intensidade a quem seja a vítima direta, e também a vítima indireta, que é toda e cada mulher do mundo, numa cultura, que ainda se demonstra desgraçadamente presente, de violação à dignidade de todas", disse a ministra.

"A impunidade pela prática desses crimes é mais que um descaso, é um incentivo permanente à continuidade desse estado de coisas de desumanidade e cinismo, instalado contra todas as mulheres em todos os cantos do planeta, a despeito das normas jurídicas impositivas de respeito ao direito à vida digna de todas as pessoas humanas", continuou.

Robinho está preso há oito meses em Tremembé, no interior de São Paulo. O ex-Seleção Brasileira cumpre a pena de nove anos de prisão pelo crime de estupro que foi condenado na Justiça da Itália. O crime ocorreu em 2013, quando ele atuava pelo Milan.

Votaram a favor da continuidade da prisão os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Já o ministro Gilmar Mendes votou pela soltura.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)