Esporte
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, voltou a ser alvo de denúncias por conta de aumentos salariais de presidentes das federações estaduais. No entanto, as denúncias apontam ainda um esquema de espionagem dentro da própria entidade. A informação faz parte de uma reportagem da revista Piauí, que detalhou apurações internas e denúncias de assédio e perseguição interna.
De acordo com a revista, a arquiteta Luísa Rosa ingressou na CBF em 2020, contratada para liderar um dos maiores projetos de infraestrutura do futebol brasileiro. Sua missão era coordenar a construção de 14 centros de treinamento estaduais, financiados pela Fifa, com um orçamento de 100 milhões de dólares.
Com a chegada de Ednaldo Rodrigues à presidência, em 2021, ela chegou a ser promovida a diretora de patrimônio, sendo a primeira mulher a ocupar um cargo desse nível na entidade. Sua trajetória, no entanto, foi marcada por assédio, perseguição e retaliações internas, culminando em uma denúncia à Comissão de Ética da CBF em maio de 2023 e sua demissão um mês depois, de acordo com a reportagem da Piauí.
A reportagem aponta diversos atritos, com direito a pagamentos sob sua supervisão sendo barrados diretamente por Ednaldo Rodrigues. Os atritos se intensificaram durante uma obra na sede da CBF. Antes, funcionários de sua equipe foram demitidos sem qualquer consulta a ela. O próprio projeto dos 14 centros de treinamento, que justificou sua contratação, foi paralisado sem explicações.
Luísa organizou uma concorrência para reformar telhados e varandas do prédio, mas Ednaldo considerou os valores apresentados altos e decidiu contratar a MS Engenharia, que ofereceu um preço muito abaixo do mercado.
O serviço foi feito sem um projeto executivo adequado e sem especificação de materiais. Por conta disso, de acordo com a reportagem, o teto do auditório da CBF desabou em 2023, comprometendo parte da estrutura. Neste período, durante uma vistoria no sistema de combate a incêndios, ela encontrou câmeras escondidas com microfones embutidos em detectores de fumaça no restaurante da CBF.
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O presidente da Federação Baiana de Futebol (FBF), Ricardo Lima, cunhado de Ednaldo, é citado como uma das pessoas que tinham conhecimento do equipamento. "A central de armazenamento das imagens ficava em uma sala anexa ao gabinete de Ednaldo Rodrigues, com acesso restrito ao próprio presidente. Além disso, uma conversa interceptada entre Ricardo Lima, cunhado de Ednaldo, e um funcionário da TI indicava que novas câmeras estavam sendo encomendadas para outras áreas da confederação", aponta a Piauí. Procurado, Lima não quis se manifestar sobre as denúncias.
Em 2023, acharam uma câmera com captação de áudio escondido no detector de fumaça do restaurante do prédio da CBF.
— DataFut (@DataFutebol) April 5, 2025
Descobriram que essas imagens e áudios eram armazenados em uma central situada em uma “saleta contígua ao gabinete do presidente da CBF”
O trecho;
Via… pic.twitter.com/Z42790jKQO
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