Esporte
por Leonardo Oliveira
Publicado em 13/10/2026, às 19h43 - Atualizado às 19h44
O Santos segue com problemas financeiros e quitou, nesta terça-feira (13), as dívidas referentes a três transfer bans colocados pela Fifa. Foram R$ 946 mil referentes ao mecanismo de solidariedade. Os débitos envolviam as negociações do zagueiro João Basso, do meia Benjamín Rollheiser e do atacante Álvaro Barreal. Em um dos casos, o Santos devia 55 mil dólares (cerca de R$ 275 mil). Já o restante somava 120 mil euros (cerca de R$ 671 mil).
Apesar de quitada parte da dívida, o time paulista ainda continua com outros quatro transfer bans ativos, referentes a dívidas envolvendo o técnico português Pedro Caixinha e seus três auxiliares: José Pratas, Pedro Malta e José Belman.
Os valores somados ultrapassam R$ 15 milhões. A maior delas é referente justamente ao ex-treinador, no qual o clube precisa pagar R$ 10,7 milhões, além de juros, que tornam os valores ainda maiores.
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O clube corre o risco de sofrer uma nova punição após a Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS) referendar a decisão da Fifa, que condenou o Santos por uma dívida de cerca de R$ 2,2 milhões com Al-Markhiya, do Catar, pela contratação do atacante Yusupha Njie. A decisão foi publicada na última segunda-feira, no site da corte. O atacante de Gâmbia foi cedido ao clube pelo Al-Markhiya, do Catar, durante o segundo semestre de 2024. Ele permaneceu por quatro meses no Santos, mas sem ter entrado em campo.
O Al-Markhiya realizava a cobrança de 350 mil euros (cerca de R$ 1,9 milhão) pelo empréstimo do atleta. O atacante tinha sido cedido até junho de 2025, mas, no fim de 2024, o clube optou por encerrar o vínculo e devolveu o atacante para a equipe catari.
O Santos reconheceu a dívida e alegou dificuldades financeiras para honrar o acordo. O clube ainda solicitou o abatimento de 5% do valor, que seria referente ao mecanismo de solidariedade da Fifa. O clube brasileiro também queria a redução da porcentagem da multa, de 10% para 5%, por acreditar que a porcentagem inicial excedia os padrões de contratos internacionais.
Na decisão, o juiz aceitou parcialmente o pedido do Al-Markhiya e reduziu o valor da dívida de 350 mil euros para 332,5 mil euros (R$ 1,8 milhão), por acatar a alegação do Santos sobre o desconto referente ao mecanismo de solidariedade. As multas foram mantidas.
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