Esporte
por Leonardo Oliveira
Publicado em 14/08/2026, às 22h33
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou, nesta sexta-feira (14), as novas diretrizes sobre atletas do vôlei feminino, no qual a modalidade será disputada apenas por atletas do sexo biológico feminino, com a proibição de mulheres trans em competições oficiais. De acordo com a decisão, o critério passa a valer a partir da próxima temporada da Superliga e em outras competições nacionais.
Segundo a própria CBV, a política vai de encontro com os critérios apresentados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV). Desta forma, as atletas do sexo feminino deverão apresentar teste genético negativo para o gene SRY, que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino.
“A CBV passa a seguir - a partir de hoje - os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI - publicada em março deste ano - que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino. Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY - tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade”, diz parte da nota.
“A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto a necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa” comentou João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol, sobre a nova diretriz.
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Com a nova política, os critérios passam a valer para todas as jogadoras a partir da Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027. A recusa da triagem não é considerada infração indisciplinar, mas, sem comprovar elegibilidade, a presença da atleta nas competições não será permitida.
A medida coloca em dúvida a continuidade da atuação da atleta Tifanny Abreu, oposta trans do Osasco e primeira atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro. Em posicionamento divulgado nesta noite, o time afirmou que foi supereendido e avalia a nova política para definir se tomará alguma medida.
Confira nota:
“O Osasco São Cristóvão Saúde informa que foi surpreendido hoje com a informação da nova Política de Elegibilidade para a Categoria Feminina, publicada nesta sexta-feira (14), pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Tal política foi elaborada sem qualquer participação ou opinião prévia do clube.
A decisão impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, que veste a camisa do clube desde 2021 e construiu uma trajetória marcante dentro e fora de quadra.
Diante disso, o clube, junto com seu departamento jurídico, está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos.
O clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história.”
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