Esporte

Conselheiro do Cade proíbe Libra e LFU de aceitar novos clubes de futebol

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As ligas de futebol estão sendo investigadas pelo conselho por suspeita de gun jumping  |   Bnews - Divulgação Divulgação/LIBRA
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 04/11/2025, às 20h48



Victor Fernandes, conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), proibiu a Liga de Futebol Brasileiro (Libra) e a Liga Forte União (LFU)  de admitir novos clubes até o fim do processo sobre a união dos clubes. As informações são do jornalista Brenno Grillo, do site O Brasilianista. 

A decisão, proferida nesta terça-feira (04), ainda define multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento e já está em vigor, podendo ainda ser avaliada pelo tribunal do Cade.

A investigação contra as ligas teve início 2023, após relatório da Superintendência-Geral do Cade constatar indícios de gun jumping, que é definido pela criação de uma joint venture (associação econômica) sem consulta formal ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

A Libra foi fundada em 2022 e é integrada atualmente por Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, São Paulo, Santos, Bahia, Grêmio, Vitória, Paysandu, Remo, ABC, Guarani e Sampaio Corrêa.

Desde que foi criada, a liga já perdeu filiados como Cruzeiro, Vasco, Botafogo e Atlético Mineiro por discordâncias sobre a distribuição dos valores pagos com base em número de torcedores e audiência na TV e na internet. O quarteto se juntou a LFU.

A polêmica mais recente aconteceu em janeiro deste ano, quando o Flamengo bloqueou judicialmente repasses de R$ 77 milhões à Libra. O valor corresponde a 30% dos direitos de transmissão do campeonato Brasileiro deste ano e só foi liberado em 18 de outubro pela desembargadora Lúcia Helena do Passo.

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