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Corinthians atrasa pagamento de dívida com rival do Brasileirão e presidente do clube dispara: “Não deveria estar na Série A”

Divulgação / Corinthians
Corinthians não pagou a segunda parcela da dívida,o que pode resultar em sanções severas e complicar sua situação na Série A  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Corinthians
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 18/10/2025, às 16h26



O Corinthians não pagou a segunda parcela da dívida com o Cuiabá referente à compra do volante Raniele, realizada em janeiro de 2024. O valor, estimado em cerca de R$ 780 mil, deveria ter sido quitado, nesta sexta-feira (17), por meio da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da CBF responsável por mediar conflitos entre clubes, jogadores e empresários. 

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A falta de pagamento pode resultar em um novo transfer ban, proibição de um clube no registro de novos jogadores, para o clube paulista, que já possui uma punição ativa na FIFA por dívida com o Santos Laguna, do México, na contratação do zagueiro Félix Torres.

Em entrevista à ESPN Brasil, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, voltou a criticar duramente as ações financeiras do Corinthians e questionou sua permanência na Série A diante das dívidas ativas. 

“O Corinthians comprou um jogador nosso em janeiro de 2024 e só pagou a entrada. A CNRD fez um plano de pagamento para ser quitado em seis anos, sem juros, e o Corinthians não cumpre. Eles estão com mais de R$ 100 milhões em dívidas na Fifa”, afirmou.

Dresch não poupou as palavras e também questionou a legitimidade do clube paulista na elite do futebol brasileiro.

“O que o Corinthians está fazendo na Série A? Está ocupando a vaga de forma legítima? Comprou diversos jogadores no ano passado, não pagou e continua na Série A. Enquanto isso, times como Juventude, Fortaleza e Vitória estão com as folhas em dia e não devem nada, e mesmo assim correm risco de cair. O Corinthians não deveria estar na Série A nunca, devendo e dando calote”, afirmou.

No pagamento anterior, previsto para 17 de setembro, o Corinthians atrasou mas conseguiu regularizar dentro do prazo de tolerância da CNRD, evitando a sanção. Desta vez, o órgão promete ser mais rigoroso, podendo aplicar sanções imediatas, como a proibição de registrar novos atletas, caso o pagamento não seja efetuado.

O pagamento da dívida com o Cuiabá integra a estratégia do Corinthians para reorganizar suas finanças. Paralelamente, o clube busca adesão ao Regime Centralizado de Execuções (RCE), que prevê a reestruturação de cerca de R$ 367 milhões em até dez anos, enquanto o Cuiabá, principal credor com R$ 18 milhões a receber, aguarda o cumprimento do acordo.

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