Esporte
Como grande parte das equipes brasileiras, os rivais Bahia e Vitória possuem uma longa história de contratações de jogadores estrangeiros. Alguns viraram ídolos, conquistaram títulos e entraram definitivamente na memória das torcidas.
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No entanto, outros atletas tiveram passagens tão rápidas ou discretas que acabaram praticamente esquecidos por suas respectivas torcidas, mesmo quando chegaram a Salvador com fama internacional no futebol.
Entre apostas sul-americanas, jogadores conhecidos internacionalmente e contratações que nunca conseguiram se firmar, confira alguns nomes que vestiram a camisa do Bahia ou do Vitória e que provavelmente pouca gente lembra.
William Andem
Contratado junto ao Cruzeiro, um personagem da equipe do Bahia de 1997 foi o goleiro camaronês William Andem. O arqueiro africano chegou ao clube baiano em um momento complicado e acabou associado a uma das temporadas mais traumáticas da história recente do Tricolor.
O Bahia terminou aquele Campeonato Brasileiro rebaixado para a Série B. Apesar de ter ficado conhecido por seu jeito carismático, a passagem de Andem ficou muito mais lembrada pelo contexto negativo daquela temporada do que por grandes atuações. O guarda-redes disputou 25 partidas pelo Esquadrão de Aço.
Emanuel Biancucchi
Décadas depois, em 2014, o Bahia anunciou um pacotão de reforços ao contratar os irmãos argentinos Maxi e Emanuel Biancucchi. Os dois atletas são primos do maior goleador da história da Argentina e astro do futebol, Lionel Messi.
Enquanto Maxi, com passagem pelo Leão da Barra, conseguiu conquistar espaço e protagonismo em alguns momentos, Emanuel teve uma passagem bem mais discreta, com 30 partidas disputadas, dois gols marcados e uma assistência. Posteriormente, o meia foi negociado com o Vasco da Gama e deixou o Tricolor.
Óscar Ruiz
O paraguaio Óscar Ruiz chegou ao Bahia em 2021 depois de se destacar no futebol de seu país. A contratação gerou expectativa, mas o meia-atacante não conseguiu apresentar no Tricolor o futebol que havia mostrado anteriormente.
Com poucas atuações de destaque em 33 jogos com a camisa da equipe baiana, Ruiz perdeu espaço e deixou o clube. Após uma temporada pelo Esquadrão, o meia foi emprestado ao Juventude, onde conseguiu ser mais importante no plantel, com seis gols marcados em 26 partidas. Com o término do empréstimo, o atleta foi vendido ao Tacuary, time de seu país natal.
Eugenio Isnaldo
Também em 2021, o Bahia apostou no argentino Eugenio Isnaldo, que vinha do Defensa y Justicia. A expectativa era de que o atacante acrescentasse velocidade ao setor ofensivo do Tricolor.
Entretanto, a realidade foi diferente, já que Isnaldo enfrentou problemas físicos e falta de ritmo, teve poucas oportunidades e terminou sua passagem sem marcar gols pelo Esquadrão em apenas seis jogos disputados. Posteriormente, o jogador foi vendido ao Atlético Tucumán.
Pablo Armero
Poucos nomes desta lista chegaram a Salvador com mais reconhecimento internacional do que Pablo Armero. O colombiano já era conhecido do público brasileiro pela passagem pelo Palmeiras e, principalmente, pela participação na Copa do Mundo de 2014. Em 2017, foi contratado pelo Bahia como uma das apostas de maior repercussão daquele elenco.
Contudo, a passagem do jogador ficou distante do que se esperava por conta de problemas físicos, e dificuldades dentro de campo fizeram com que Armero perdesse espaço. O lateral deixou o clube sem conseguir reproduzir o desempenho que havia apresentado em outros momentos da carreira, com 21 partidas e nenhuma contribuição ofensiva.
Agustín Allione
Revelado pelo Vélez Sarsfield, da Argentina, e com passagem vitoriosa pelo Palmeiras, o argentino Agustín Allione chegou ao Bahia por empréstimo em 2017. Durante duas temporadas com a camisa do Esquadrão, o meia apresentou alguns lampejos de qualidade, mas não conseguiu manter regularidade suficiente para se transformar no articulador que a torcida esperava. Ao todo, foram 71 jogos, quatro gols marcados e oito assistências distribuídas com a camisa do Tricolor de Aço.
Luís Aguiar
Emprestado junto ao Peñarol, o uruguaio Luís Aguiar chegou ao Vitória em julho de 2014, mas sua passagem pela Toca do Leão durou apenas alguns meses. Dentro de campo, teve participação discreta, com 12 jogos e nenhum gol marcado.
Fora dele, entretanto, protagonizou um dos episódios mais lembrados de sua passagem, ao se envolver em uma briga com o volante Adriano durante um treinamento. A diretoria chegou a suspender o jogador. Em novembro daquele ano, Aguiar deixou o clube.
Jonathan Ferrari
Revelado pelo All Boys, da Argetina, o zagueiro Jonathan Ferrari desembarcou no Vitória no início de 2014 com a missão de reforçar a defesa. Porém, o defensor argentino praticamente não conseguiu espaço na Toca do Leão.
Foram apenas cinco partidas antes de sua saída, em junho do mesmo ano, para o Guaratinguetá (SP). Pouco aproveitado por Ney Franco e depois sem oportunidades com Jorginho, Ferrari entrou na lista de jogadores que tiveram uma passagem 'relâmpago' pelo Rubro-Negro.
Guillermo Beltrán
Emprestado junto ao Cerro Porteño, outro paraguaio que passou pela Toca em 2014 foi Guillermo Beltrán. Contratado no segundo semestre, o atacante disputou 15 partidas pelo Vitória no Campeonato Brasileiro, todas saindo do banco de reservas.
O detalhe mais marcante das estatísticas é que o atleta não conseguiu balançar as redes. Beltrán chegou a manifestar interesse em permanecer no clube, mas não estava nos planos da diretoria e deixou Salvador no início de 2015.
Sherman Cárdenas
O colombiano Sherman Cárdenas chegou ao Vitória em 2016 com uma missão importante, que era preencher o espaço deixado pelo ídolo do Leão da Barra, Damián Escudero, na criação das jogadas. Com experiência internacional e passagens por clubes importantes da América do Sul, o meia desembarcou cercado de expectativa.
Foram 29 jogos pelo Leão, mas o desempenho oscilou bastante, com apenas uma assistência pelo clube. Apesar de ter terminado aquele ano como titular em algumas partidas, Cárdenas não conseguiu convencer completamente a torcida ou a comissão técnica e acabou deixando o clube para a LDU.
Rodrigo Ramallo
Com histórico na seleção da Bolívia, Rodrigo Ramallo chegou ao Vitória em 2016 para ser uma alternativa no ataque. Entretanto, a passagem foi bastante discreta, já que o atacante participou de apenas seis jogos e não marcou gols.
A falta de oportunidades chegou a provocar reclamações públicas do jogador nas redes sociais. Emprestado ao Vitória, Ramallo negociou sua saída antes de conseguir conquistar espaço no elenco.
Cristian Zapata
Entre os casos mais curiosos está o do colombiano Cristian Zapata, que chegou ao Vitória aos 37 anos com um currículo que incluía clubes como Milan, Genoa e Udinese, da Itália, além de Villarreal, da Espanha, San Lorenzo, da Argentina, e Atlético Nacional, da Colômbia.
Apesar da carreira internacional, Zapata não conseguiu repetir em Salvador o peso de seu currículo. Foram apenas seis jogos pelo Vitória, quatro como titular, antes de sua saída para o Atlético Bucaramanga, da Colômbia.
Nicolás Dibble
Em 2023, o uruguaio Nicolás Dibble chegou ao Vitória por empréstimo do Plaza Colonia, mas sua passagem foi curta. O atacante disputou nove partidas nos primeiros meses daquela temporada e marcou apenas um gol e uma assistências. O detalhe é que o atleta sequer entrou em campo durante a Série B, competição mais importante do ano para o clube.
Em julho, Dibble teve o contrato rescindido e deixou Salvador sem conseguir conquistar espaço na equipe que posteriormente seria campeã da competição e conquistaria o acesso à Série A.
Héctor Urrego
Talvez nenhum caso seja mais curioso do que o de Héctor Urrego. O zagueiro colombiano foi contratado pelo Vitória em 2022, durante a disputa da Série C. A expectativa era de que reforçasse a equipe na campanha pelo acesso. Só que Urrego sequer chegou a estrear.
Cerca de um mês depois de sua contratação, às vésperas de entrar em campo pela primeira vez, alegou problemas particulares e deixou o clube.
Chegou no clube, disse que a cabeça dele está na Colômbia e que ele precisa resolver a questão familiar. Segundo ele é uma coisa séria. Vamos fazer a rescisão com ele", explicou Fábio Mota ao ge.
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