Esporte

CRISE! Dirigentes de seleção campeã do mundo pedem demissão 14 dias após assumirem seus cargos; saiba motivo

Divulgação / Federação Italiana de Futebol
Demissão de Paolo Maldini e Leonardo da seleção italiana ocorre apenas duas após assumirem  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Federação Italiana de Futebol
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 27/07/2026, às 16h20



Fora da Copa do Mundo desde 2018, a Federação Italiana de Futebol enfrenta uma nova crise nos bastidores. O diretor técnico Paolo Maldini e o assessor Leonardo pediram demissão apenas 14 dias após assumirem seus cargos, em protesto contra a decisão da entidade de barrar a contratação de Andrea Pirlo para o comando da seleção nacional.

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Segundo informações da Sky Sport Itália, a saída da dupla abriu uma corrida por substitutos. O técnico Roberto Mancini aparece como principal candidato para assumir a Azzurra, enquanto o ex-capitão Giorgio Chiellini é o favorito para ocupar a diretoria técnica deixada por Maldini.

A escolha de Andrea Pirlo ganhou força depois que a federação não conseguiu chegar a um acordo com Pep Guardiola. Inicialmente, o presidente Giovanni Malagò havia concedido autonomia a Paolo Maldini para definir o novo treinador da seleção.

No entanto, a negociação foi interrompida pela própria federação, o que gerou forte insatisfação do ex-zagueiro e culminou em sua saída, acompanhada pela renúncia de Leonardo. A resistência ao nome de Pirlo ocorreu por causa de seu vínculo comercial com uma casa de apostas da Rússia, situação que gerou críticas de políticos italianos em razão da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Outro fator considerado pela federação foi o fato de o treinador comandar o United FC, dos Emirados Árabes Unidos, clube controlado pelo empresário russo Sergey Lomakin, associado à mesma empresa de apostas.

Embora representantes de Pirlo tenham informado que uma eventual rescisão com o clube também encerraria o contrato publicitário, a Federação Italiana optou por vetar a contratação para evitar desgastes institucionais. Anunciados em seus repectivos cargos em 11 de julho, Maldini e Leonardo deixam a entidade antes mesmo de completarem um mês de trabalho. 

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