Esporte

"Cultura do futebol é não pagar salário", dispara Fábio Mota ao exaltar gestão do Vitória

Reprodução / Victor Ferreira / EC Vitória
O presidente do Vitória, Fábio Mota, fez duras críticas à cultura de atrasos salariais no futebol brasileiro e destacou a política utilizada pelo Leão  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Victor Ferreira / EC Vitória
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 28/10/2026, às 19h45



O presidente do Vitória, Fábio Mota, fez duras críticas à cultura de atrasos salariais no futebol brasileiro e destacou a política de pagamentos utilizada pelo Leão. Durante entrevista realizada no Barradão e repercutida pela Gazeta Esportiva, o dirigente disse que a inadimplência ainda é uma realidade comum no esporte e dificulta a cobrança por desempenho dentro de campo.

“A cultura do futebol é não pagar salário”, declarou Fábio Mota em entrevista ao Skokka, patrocinador máster do clube. De acordo com o presidente, a normalização dos atrasos compromete a relação entre clubes e atletas, além de provocar um enfraquecimento na gestão esportiva.

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Sobre a realidade do Vitória, Mota ressaltou o trabalho realizado para manter as obrigações financeiras em dia e afirmou que a regularidade dos pagamentos dá à diretoria totais condições de cobrar comprometimento e desempenho dos jogadores. 

“O Vitória, desde que assumi a presidência, nunca atrasou um dia de salário. Pelo contrário, costumamos antecipar os pagamentos. Ao cumprir nossas obrigações e oferecer boas condições de trabalho, também temos o direito de cobrar comprometimento e desempenho”, afirmou.

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Críticas aos dirigentes e rotina no Barradão

Mota também fez fortes críticas aos dirigentes que evitam o contato com atletas e funcionários por conta de pendências financeiras e destacou a sua presença no dia a dia do clube.

“Nem todos os presidentes acompanham de perto a rotina do clube. Alguns chegam a evitar o contato com atletas e funcionários por causa dos salários atrasados. Essa não é a nossa realidade”, disse.

De acordo com o presidente, ter essa presença diária permite cobrar os profissionais de forma mais direta.“Chego às 7h da manhã e acompanho o trabalho de todos os departamentos até o fim do dia”, acrescentou. Mota ainda afirmou que o esforço administrativo precisa ser correspondido dentro de campo.

“O Vitória faz sua parte, com muito esforço e sacrifício. Podemos perder uma partida, mas nunca podemos deixar de competir com vontade, entrega e determinação. É isso que exigimos dos nossos jogadores”, finalizou.

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