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Dono do Botafogo, John Textor é afastado e causa reviravolta nos bastidores; entenda

Divulgação / Botafogo
Empresário John Textor foi oficialmente afastado da Eagle Football Holdings, em meio a uma crise financeira e societária  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Botafogo
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 24/02/2026, às 12h56 - Atualizado às 13h34



O empresário norte-americano John Textor foi oficialmente afastado do comando operacional da Eagle Football Holdings (EFH), empresa que controla a SAF do Botafogo de Futebol e Regatas. A decisão representa um novo capítulo na crise financeira e societária que envolve a holding.

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O movimento já era considerado possível desde o fim de janeiro, quando a gestora norte-americana Ares Management acionou uma cláusula de proteção ao crédito em meio a um processo interno conduzido na Justiça britânica. A medida foi adotada diante do agravamento da situação financeira da Eagle e de questionamentos sobre sua governança.

O documento que formaliza o afastamento de Textor tem como referência justamente o período do fim de janeiro. De acordo com o jornal O Globo, o estopim para a reação dos credores teria sido uma reestruturação promovida pelo próprio empresário, que afastou membros independentes da estrutura de governança da holding. 

A iniciativa foi interpretada como um fator de risco adicional, levando a Ares a executar garantias previstas em contrato para casos de deterioração administrativa. Apesar da mudança no comando da Eagle, o cenário no Botafogo não sofre alteração imediata. A holding segue como controladora da SAF alvinegra, e o afastamento de Textor da empresa não implica, automaticamente, em troca na gestão do clube.

Pela estrutura societária vigente, qualquer mudança na administração da SAF depende de deliberação do Conselho da própria sociedade anônima ou do encerramento da decisão liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que atualmente preserva a composição do Conselho e o modelo de governança estabelecido.

Assim, mesmo com a Ares assumindo o controle da Eagle na condição de credora, a gestão do Botafogo permanece, por ora, inalterada. A permanência de Textor no comando da SAF, entretanto, ainda poderá ser reavaliada nos próximos desdobramentos do caso.

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