Esporte

Em meio ao retorno da Chapecoense para série A, tragédia do clube completa nove anos

Divulgação/Chapecoense
Neste dia, Chapecó relembra a tragédia do voo 2933 e celebra a força de reconstrução da Chapecoense após nove anos  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Chapecoense
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 28/11/2025, às 10h31



Chapecó amanheceu silenciosa nesta sexta-feira (28). Como acontece desde 2016, o dia é marcado por lembranças, homenagens e saudade, mas, neste ano, também por um sentimento novo: de reconstrução. 

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Há exatos nove anos, houve a queda do voo 2933 da LaMia, que levava o time para disputar a final da Copa Sul-Americana e deixou 71 mortos, entre eles jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes. 

A Chapecoense vinha de uma temporada relevante, a equipe alcançou campanhas consistentes, eliminou adversários grandes no torneio continental e chamava atenção pela maneira competitiva de jogar. A viagem para a Colômbia marcava a maior oportunidade da história do clube. 

Dias antes da data que marcou o mundo do futebol, o clube garantiu o retorno à Série A do Brasileirão de 2025, após vencer o Atlético-GO por 1 a 0 na Arena Condá. 

A tragédia aconteceu em 28 de novembro de 2016, quando o avião que levava a delegação para Medellín, onde a Chapecoense disputaria a maior partida de sua história, caiu em uma região montanhosa próxima à cidade de La Unión, após falta de combustível. 

Divulgação/ Polícia de Antioquia
Divulgação/ Polícia de Antioquia

Investigações posteriores revelaram falhas graves no planejamento do voo e descumprimento de normas básicas de segurança. O acidente mobilizou o mundo. O Atlético Nacional pediu que o título da Copa Sul-Americana fosse entregue ao clube brasileiro, e times chegaram a oferecer jogadores. 

Seis pessoas sobreviveram ao acidente, os jogadores Alan Ruschel, Neto, Jakson Follmann, o jornalista Rafael Henzel, os tripulantes, Ximena Suárez e Erwin Tumiri. 

Cada um seguiu um caminho diferente. Alan continuou no futebol e segue atuando na Série A. Neto e Follmann encerraram a carreira e se tornaram palestrantes e figuras ligadas à memória do clube. A comissária Ximena Suárez e o técnico de voo Erwin Tumiri, ambos retornaram à Bolívia após o acidente. Rafael retornou ao trabalho e ao estádio, mas faleceu em 2019 após um infarto. 

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