Esporte

Entenda o câncer de tireóide, doença diagnosticada em Everton Ribeiro; saiba mais

Rafael Rodrigues/ECBahia
Camisa 10 do Bahia explicou sobre sua recuperação nas mídias sociais nesta segunda-feira (6), confira algumas características do câncer de tireóide  |   Bnews - Divulgação Rafael Rodrigues/ECBahia
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 06/10/2025, às 18h09 - Atualizado às 21h15



Everton Ribeiro, camisa 10 e capitão do Bahia, anunciou o diagnóstico de um câncer de tireoide na tarde desta segunda-feira (6) e contou que passou por uma cirurgia. Mas quais são as características da doença?

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O câncer de tireóide, ao contrário da grande maioria dos cânceres, é muito menos agressivo. De acordo com o g1, o oncologista Stephen Stefani, membro do conselho da American Health Foundation, a fundação de saúde americana, ressalta que existe um caminho global para considerar não chamar de câncer.

“A gente fica muito mais tranquilo. Tanto que existe o caminho global de nem querer chamar de câncer, quando o paciente, por exemplo, tem um carcinoma de tireoide do tipo folicular ou papilífero. É uma doença presente, mas sem o alarme que outras doenças oncológicas podem causar”, relatou.

Existem quatro tumores primários de tireóide:

  • papilífero: o tipo mais comum, cerca de 80% dos casos. Cresce lentamente e costuma ter boa evolução para cura;
  • folicular: também tem evolução lenta e, na grande maioria, tem um bom resultado com os tratamentos;
  • medular: mais raro de acontecer e pode estar relacionado a síndromes genéticas hereditárias;
  • anaplásico: muito incomum e o tipo mais agressivo e de crescimento rápido são, na grande maioria, diagnosticado em estágios avançados.

Os sintomas mais comuns para o câncer de tireóide são:

  • nódulo ou caroço no pescoço e que, na maioria, não doem;
  • inchaço no pescoço;
  • rouquidão recorrente;
  • dificuldade para engolir ou respirar;
  • dor que pode chegar ao ouvido ou mandíbula.

O diagnóstico é feito por uma obtenção de fragmento, por meio de uma punção aspirativa que utiliza uma agulha fina semelhante a uma coleta de sangue. Exames de imagem e laboratoriais sanguíneos colaboram para melhorar a observação.

“Não há indicação para fazer rastreamento de rotina de câncer de tireoide. Entre os motivos está o fato de que o câncer de tireoide, diferentemente de muitos tipos de doenças oncológicas, não se beneficia do diagnóstico precoce”, relatou Stephen Stefani.

O tratamento varia muito de caso a caso. Os mais comuns são o papilífero e o folicular, pois respondem melhor à cirurgia. Alguns casos podem apenas ficar em observação, sem precisar de tratamento específico. O tipo medular pode ser tratado com drogas que tenham as mutações específicas como alvo. Quimioterapia e radioterapia são métodos bem raros.

Everton Ribeiro fez um depoimento sobre sua situação para tranquilizar fãs nas mídias sociais.

“Oi, amigos. Preciso compartilhar uma notícia com vocês. Há cerca de um mês, fui diagnosticado com um câncer na tireoide. Hoje fiz a cirurgia e tudo correu bem, graças a Deus. Sigo em recuperação, com fé e com o apoio da minha família e de vocês. Obrigado por cada oração e carinho. Ter vocês ao meu lado faz toda a diferença. Tenho certeza de que vamos vencer mais essa batalha juntos”, comunicou.

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