Esporte
por Leonardo Oliveira
Publicado em 22/09/2026, às 19h47
Após a aprovação da redução gradual do limite de estrangeiros e uma nova divisão para as inscrições dos elencos, na última segunda-feira (21), os clubes ainda buscam outras mudanças nas regras do futebol brasileiro.
O fim do limite de 12 jogos para transferências entre clubes do mesmo Campeonato Brasileiro e a possibilidade de criação de "equipes B" são outras duas propostas que ficaram em aberto para uma próxima reunião. As informações foram divulgadas por Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia e atual dono da SAF da Londrina.
Segundo o dirigente, o objetivo é ampliar o debate sobre formação de jogadores e dar mais flexibilidade ao mercado durante a competição. “Duas pautas ficaram para um próximo momento. A primeira delas é justamente acabar com o limite de número de jogos para transferência de jogador entre clubes no próprio Campeonato Brasileiro”, revelou Bellintani.
No cenário atual, um jogador que tenha atuado por um clube no Brasileirão pode mudar de equipe dentro da competição desde que não tenha ultrapassado o limite de 12 jogos. A trava foi aumentada de seis para 12 jogos na temporada de 2026, por conta das particularidades do calendário deste ano.
A proposta agora é retirar esse limite. No entanto, ainda não houve votação e o assunto deve voltar ao debate em uma das próximas reuniões conduzidas pela CBF.
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A segunda proposta revelada por Bellintani está relacionada à formação de jogadores. O dirigente propôs que clubes brasileiros criem uma "equipe B" para disputar competições oficiais, baseado no modelo de equipes europeias como Barcelona, Benfica e Porto.
“A nossa proposta é que os clubes pudessem, assim como já há em outras ligas europeias, ter um "clube B". Que os clubes de Série A, Série B, Série C, qualquer que seja, possam ter um "clube B" para disputar competições e assim dar espaço para jovens também jogarem”, explicou Bellintani.
A proposta ainda não possui um formato definido de competição, critérios de acesso ou regras específicas para esses times. Isso vai depender de uma discussão posterior caso a ideia se concretize.
Segundo o dirigente, é necessário criar uma etapa intermediária entre as categorias de base e o futebol profissional no qual o clube poderia manter jovens em desenvolvimento em uma equipe competitiva, com calendário próprio e possibilidade de utilização por atletas que ainda não estejam prontos para atuar regularmente no time principal.
"A gente teria uma formação de atletas no médio prazo muito mais consolidada aqui no Brasil", disse Bellintani.
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