Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 06/11/2026, às 23h57
Os estudantes de Medicina do Brasil terão um novo e rigoroso processo para comprovar que estão aptos a exercer a profissão. Nesta sexta-feira (6), foi sancionada a lei que institui o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que além de atestar a capacidade dos futuros profissionais, será utilizada para avaliar a qualidade das faculdades e selecionar candidatos para programadas de residência médica.
Apelidado nos bastidores de "OAB da Medicina", em uma clara referência ao exame obrigatório da Ordem dos Advogados do Brasil, o Enamed passa a ter previsão legal para funcionar como o principal instrumento de avaliação e regulação da formação médica no país.
Diferente de uma prova única ao final do curso, o Enamed será aplicado em três momentos distintos da graduação, no 4º, 8º e 12º semestre.
Ao fim dessas três etapas, será calculada uma média de desempenho do aluno, com um peso maior atribuído à última avaliação. A nota mínima exigida para aprovação, bem como os demais critérios de aplicação, serão definidos pela Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica.
A exigência de comprovação de proficiência não pega todos os estudantes de surpresam, mas possui um corte específico, no qual será válida para os alunos que ingressaram na graduação a partir de 19 de junho de 2019. Caso o estudante não alcance a pontuação mínima necessária ao final do curso, ele terá o direito de refazer a terceira avaliação.
O Enamed não avaliará apenas os alunos, mas colocará uma lupa sobre a qualidade das insituições de ensino. As faculdades que apresentarem um desempenho insatisfatório no exame de seus estudantes poderão sofrer sanções severas do Ministério da Educação (MEC), como a proibição de abrir novas vagas em futuros vestibulares de Medicina.
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A preocupação com a qualidade do ensino médico no Brasil tem base em dados recentes. Na primeira edição do Enamed, realizada em 2025, os resultados acenderam um sinal de alerta, onde 107 dos 351 cursos de Medicina avaliados em todo o país apresentaram desempenho insatisfatório, recebendo notas 1 ou 2, em uma escala que vai até 5. Com a nova lei sancionada, o exame ganha ainda mais força para frear a proliferação de cursos sem a devida qualificação.
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