Esporte
por Gabriel Santana
Publicado em 15/10/2025, às 14h41
O promotor do Ministério Público, Cassio Conserino, informou nesta quarta-feira (15), que a promotoria denunciou o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez e o atual superintendente financeiro, Roberto Gavioli, por uso indevido do cartão corporativo do clube.
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Através de nota assinada por seu advogado, Andrés Sanchez se pronunciou sobre o ocorrido e afirmou que sua inocência será comprovada durante o processo. A defesa de Gavioli ainda não se pronunciou sobre o caso.
Conserino confirmou que os gastos irregulares totalizam R$ 480 mil. Os gastos foram realizados entre agosto de 2018 a fevereiro de 2021. A denúncia diz que os crimes investigados são apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. Andrés responde por todos e Gavioli está fora da denúncia de falsidade de documento tributário.
Sobre os gastos realizados pelo ex-presidente, Conserino apontou que o cartão empresarial era usado como se fosse privado.
“O cartão empresarial, não da pessoa física, de nenhum dirigente, era utilizado como se fosse privado. Houve uma inversão da propriedade e um dos denunciados, o ex-presidente, passou a dispor desse cartão como se proprietário fosse e fez inúmeras compras particulares”, declarou o promotor.
Sobre o atual gerente financeiro, o promotor afirmou que a função de Gavioli era impedir os gastos e fiscalizá-los, ainda afirmou que o dirigente era remunerado para garantir com que a fiscalização fosse feita.
“Roberto Gavioli tinha o dever jurídico de impedir o resultado. Ele é o garantidor do bem jurídico, era obrigado a conferir nota fiscal e a verificar a pertinência do valor do gasto com o que constava na nota fiscal ou na fatura do cartão de crédito. Ele era obrigado a confeccionar relatório para os órgãos superiores internos. Só que nada disso foi feito. E mais: o senhor disse que não tinha o dever de fiscalização. Só que ele era gerente financeiro. Ele era remunerado para tal. Fazia parte do trabalho dele”, complementou Conserino.
Com a denúncia sendo apresentada pelo MP, cabe a Justiça decidir se vai aceitar o caso ou não. Caso a decisão seja acatada, os denunciados vão se tornar réus e a ação judicial será iniciada. O promotor solicitou que Gavioli e Sanchéz paguem R$ 480 mil e indenizações por danos materiais e morais equivalentes a 75% do dano financeiro causado ao Corinthians.
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