Esporte

Fábio Mota esclarece suposta contratação de joia da base de clube da Série B e revela parceria: “Não é algo isolado”

Victor Ferreira / EC Vitória
Presidente do Vitória, Fábio Mota, esclarece detalhes da negociação do jovem meia ao desmetir valores exorbitantes  |   Bnews - Divulgação Victor Ferreira / EC Vitória
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 01/05/2026, às 12h35



A possível chegada do jovem meia Cauã Felipe, de 17 anos, ao Esporte Clube Vitória gerou repercussão nos bastidores do futebol baiano nos últimos dias. Diante dos rumores sobre uma suposta compra milionária, o presidente do clube rubro-negro, Fábio Mota, tratou de esclarecer os detalhes da negociação.

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Segundo o dirigente, não procede a informação de que o Leão da Barra teria desembolsado R$2,5 milhões por 70% dos direitos do atleta revelado pelo Atlético Goianiense. Na verdade, o modelo adotado segue um formato de parceria já utilizado pelo clube baiano em outras ocasiões.

Nesse sistema, o jogador é cedido ao Vitória com um valor previamente estipulado, sem pagamento imediato. Caso o atleta seja negociado no futuro, os clubes envolvidos dividem os percentuais definidos em contrato.

Funciona assim: o clube parceiro cede o jogador ao Vitória, é estipulado um valor e ele passa a integrar o elenco dentro desse modelo de parceria. O Cauan Felipe, por exemplo, é mais um jogador do sub-17 que já está aqui há algum tempo nesse formato, em parceria com o Atlético-GO. Nesses casos, o Vitória não paga de imediato. Se lá na frente o jogador se valorizar e for vendido, existe uma divisão já definida, como esse percentual de 70%”, afirmou Mota em entrevista ao Bahia Notícias.

O presidente do clube de Canabrava também destacou que esse tipo de acordo não é novidade na base rubro-negra. Parcerias semelhantes já foram firmadas com equipes como CRB, Goiás, CSA e Confiança.

De acordo com Fábio Mota, atletas de diferentes categorias – como sub-15, sub-17 e sub-20 – já chegaram ao clube por meio desse modelo, reforçando a estratégia adotada para fortalecer a base.

Isso não é algo isolado. Acontece também em outras categorias, como com um zagueiro do sub-17 em parceria com o CRB e um centroavante do sub-20 em situação semelhante. Cada caso tem suas particularidades, mas a lógica é a mesma: o jogador chega, tem um valor fixado e fica à disposição. Se o Vitória decidir efetivar ou negociar, já existe um mínimo estabelecido”, completou.
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Cauã Felipe, de 17 anos, com as cores do Atlético- GO e do Vitória - Fotos: Divulgação - Atlético-GO / Reprodução Instagram

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