Esporte
por José Gabriel
Publicado em 08/04/2026, às 07h21 - Atualizado às 08h12
“Nossos pontas ajudam muito no um contra um, mas não fazem muitos gols”. A frase do técnico Rogério Ceni ilustra bem o cenário atual da posição no Bahia. O setor de lado de ataque tem habilidade e potencial, mas, no que é mais importante no futebol, deixa a desejar.
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Considerando os jogadores que atuam como pontas desde o início da temporada tricolor, nenhum atleta da posição balança as redes desde 28 de fevereiro, na semifinal do Campeonato Baiano contra a Juazeirense. O jejum incômodo já dura 1.996 minutos sem gols de Ruan Pablo, Kauê Furquim, Mateo Sanabria, Kike Oliveira, Erick Pulga ou Ademir.
Precisamos de gols de bola parada, como foi hoje. Não fazemos muitos assim e também precisamos dos pontas. [...] Talvez uma melhor finalização. Tivemos bola que o zagueiro tirou em cima da linha, tivemos finalizações. Faltou um pouco de qualidade nas definições”, afirmou Ceni.
A declaração do treinador após a partida contra o Palmeiras, no último domingo (5), corrobora outro dado que chama atenção. Apenas Kike Oliveira marcou em uma competição diferente do Baianão, no empate com o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. Dos 47 gols marcados pelo Bahia na temporada, os pontas contribuíram com apenas 10.
Sem a contribuição dos seis jogadores de lado de campo, outros atletas chamam a responsabilidade no setor ofensivo, como os centroavantes Willian José, Everaldo e Dell, além do volante Erick e do lateral-esquerdo Luciano Juba.
No próximo sábado (11), pelo menos quatro pontas terão a oportunidade de encerrar o jejum com a camisa do Esquadrão: Mateo Sanabria, Kike Oliveira, Erick Pulga e Ademir. No estádio Maião, o Bahia visita o Mirassol, às 18h30, pela 11ª rodada da Série A.
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