Esporte

Fifa classifica recurso da Bélgica como "inadmissível" e mantém liberação de atacante dos EUA

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A polêmica começou após Balogun receber cartão vermelho, mas o Comitê Disciplinar da FIFA revogou a punição, permitindo sua participação.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / CazéTV
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 06/07/2026, às 15h01 - Atualizado às 15h01



A Fifa rejeitou nesta segunda-feira (6) o recurso apresentado pela Federação Belga de Futebol contra a decisão que liberou o atacante Folarin Balogun para atuar pelos Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em comunicado, a entidade máxima do futebol classificou o pedido como "inadmissível", dizendo que a Bélgica não tem legitimidade para recorrer por não ser parte do processo disciplinar.

De acordo com a Fifa, a federação da Bélgica "não tem legitimidade para interpor recurso contra essa decisão, por não ser parte no procedimento". Com isso, segue válida a decisão do Comitê Disciplinar que suspendeu a punição aplicada ao atacante da seleção dos EUA. 

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A polêmica teve início após Balogun ser expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina. O jogador recebeu um cartão vermelho por um pisão no tornozelo do defensor Muharemovic. Com isso, o norte-americano teria que cumprir a suspensão contra a Bélgica, em partida pelas oitavas de final da Copa. 

No entanto, o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a punição, permitindo que o atacante enfrentasse a Bélgica. Em seguida, a Federação Belga encaminhou uma carta à entidade máxima do futebol solicitando acesso à decisão, esclarecimentos sobre o procedimento adotado.

A federação belga afirmou que não recebeu "nem a decisão da FIFA, nem qualquer explicação sobre este caso", e sustentou que o Artigo 66.4 do Código Disciplinar prevê a suspensão automática após um cartão vermelho.

Os belgas também argumentaram que a liberação de Balogun contraria o Artigo 10.5 do Regulamento da Copa do Mundo de 2026, que reforça a suspensão automática para atletas expulsos. Em nota, a federação afirmou que seguirá avaliando todas as medidas cabíveis para preservar os princípios do "fair play" e os direitos das seleções participantes.

Apesar da rejeição do recurso, a Bélgica ainda poderá recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Até a tarde desta segunda-feira, porém, nenhum novo recurso havia sido protocolado, segundo informou o secretário-geral da corte à AFP.

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