Esporte

Fifa é processada a pagar indenização de mais de R$ 5 bilhões após eliminação do Irã da Copa; entenda motivo

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O Irã foi eliminada da Copa do Mundo, mesmo sem conseguiu perder um jogo no torneio  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Fifa - Reprodução/Redes Sociais
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 02/07/2026, às 17h52



A Federação Internacional de Futebol (Fifa) está respondendo a um processo após a seleção do Irã ter sido eliminada na Copa do Mundo de 2026 e vai pagar mais de um bilhão de euros (cerca de R$ 5,2 bilhões).

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Um estadunidense-iraniano, Lotfollah Kaveh Afrasiabi, fez uma representação em uma Corte Federal de Boston, no leste dos EUA, em nome de 91 milhões de iranianos, com pedido de indenização bilionário. De acordo com o ge, ele aponta que a Fifa teve uma “discriminação flagrante” por ter anulado o gol de Shojae Khalilzadeh, que daria a vitória iraniana contra o Egito e evitou a classificação para a segunda fase da Copa.

O árbitro de vídeo analisou que houve impedimento. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também é alvo de uma ação judicial e, conforme apresenta uma reportagem do jornal inglês The Independent, é acusado de discriminação.

“Cidadãos iranianos ou iraniano-americanos que torciam para a seleção iraniana de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra seu time do coração”.

Afrasiabi é um analista de assuntos internacionais, ex-professor da Universidade de Harvard e ex-conselheiro oficial da equipe de negociação nuclear do Irã, na época do governo de Barack Obama. Segundo ele, existem provas inegáveis de que os asiáticos foram eliminados por uma decisão arbitral injusta, em um impedimento que não teria existido.

Reprodução- Fifa
Impedimento marcado contra o Irã: Reprodução- Fifa

Restrições de vistos

Além dos casos esportivos, Afrasiabi também se queixou do tratamento que o Irã recebeu nos Estados Unidos, como restrições de viagem por não ter permissão de pernoitar no país após o início da Copa, além da mudança da base de treinos para o México e da recusa dos vistos de 11 membros da delegação.

O analista aponta que a Fifa deveria ter tomado atitudes para tornar as condições de preparação iguais para o Irã, que, segundo ele, teriam ofendido o povo iraniano.

Futuro da ação judicial

Caso consiga um veredito favorável, Afrasiabi apontou que vai destinar parte do dinheiro à realização de programas esportivos para jovens no Irã.

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