Esporte

Corinthians busca saída para dívida de R$630 milhões e negocia naming rights da Arena com a Caixa Econômica

Divulgação / Corinthians
Representantes do Corinthians e da Caixa assinam termo de confidencialidade e discutem alternativas para a dívida da Neo Quimica Arena  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Corinthians
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 16/10/2026, às 16h50 - Atualizado às 17h16



O Corinthians e a Caixa Econômica Federal deram mais um passo nas negociações para solucionar a dívida relacionada ao financiamento da Neo Química Arena. Nesta sexta-feira (16), representantes do clube e do banco se reuniram em Brasília e assinaram um termo de confidencialidade para dar continuidade às conversas.

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A reunião contou com a participação do ministro Guilherme Boulos, de dirigentes corintianos e de integrantes da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do clube.

Em comunicado conjunto, as instituições confirmaram o avanço das tratativas, mas não apresentaram detalhes sobre as propostas discutidas nem informaram uma previsão para a conclusão de um possível acordo. Segundo a nota oficial, as conversas continuam "em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência".

Confira o comunicado na íntegra:

"A CAIXA e o Sport Club Corinthians Paulista informam que avançaram nas conversas voltadas à avaliação de alternativas para o aprimoramento da relação entre as partes.

Nesta sexta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram, em encontro que contou com a presença do ministro Guilherme Boulos, Presidente e Diretores do Clube e integrantes da Gaviões da Fiel. 

Durante a reunião, banco e Clube formalizaram a assinatura de um termo de confidencialidade.

As tratativas permanecem em curso e as conversas seguem em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência.

CAIXA Econômica Federal

Sport Club Corinthians Paulista"

Quais propostas estão em discussão?

Entre as alternativas apresentadas pelo Corinthians está a possibilidade de transferir à Caixa os direitos de exploração comercial do nome da Neo Química Arena, conhecidos como naming rights. Outra proposta envolve a criação de títulos de capitalização e iniciativas vinculadas ao programa Fiel Torcedor.

Participaram das negociações Osmar Stabile, presidente do Corinthians, Pedro Soares, diretor jurídico, e Rafael Castilho, diretor cultural. A diretoria busca uma solução para o débito do estádio, que gira em torno de R$630 milhões e representa mais de 20% das dívidas totais do clube.

Atualmente, os direitos de nome da arena pertencem à Hypera Pharma, empresa que mantém contrato com o Corinthians para utilizar a marca Neo Química Arena durante 20 anos.

Histórico da dívida da Arena

O financiamento para a construção do estádio começou em 2013, quando o Corinthians obteve uma linha de crédito de até R$400 milhões. Desde então, o débito passou por diferentes negociações e mudanças nas condições de pagamento.

Na tentativa de ajudar o clube a quitar o compromisso financeiro, a Gaviões da Fiel lançou a campanha Doe Arena, encerrada em novembro de 2025.

A iniciativa arrecadou R$41.420.844,19, o equivalente a 5,92% da meta estabelecida. Inicialmente, a campanha terminaria em maio de 2025, mas o prazo foi ampliado até 31 de dezembro daquele ano.

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