Esporte
A Justiça do Rio de Janeiro ainda não autorizou o novo empréstimo emergencial de R$150 milhões solicitado pelo Vasco da Gama e pela SAF do clube durante o processo de recuperação judicial. Antes de tomar uma decisão, a juíza Simone Gastesi Chevrand determinou uma série de diligências e manifestações dos órgãos envolvidos no processo.
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Segundo informações do O Globo, o Gigante da Colina e ‘Vasco SAF’ pediram autorização para captar até R$150 milhões por meio de um novo DIP Financing, modalidade de financiamento utilizada durante processos de recuperação judicial. A justificativa apresentada é a necessidade de reforçar o caixa até o fim de outubro.
Segundo os dados apresentados à Justiça, o clube e a SAF projetam cerca de R$500 milhões em receitas e R$800 milhões em despesas ao longo de 2026, o que resultaria em um déficit estimado em aproximadamente R$300 milhões.
A necessidade de liquidez foi calculada em cerca de R$150 milhões até 31 de outubro. O valor pode chegar a R$210 milhões até o fim de dezembro. O dinheiro seria utilizado para manter as operações e quitar compromissos como salários, direitos de imagem, tributos, fornecedores e obrigações ligadas à recuperação judicial.
Antes de analisar o pedido, Chevrand abriu prazo para que os interessados se manifestem. O Comitê de Credores deverá ser ouvido, caso já esteja constituído. Depois, deverão apresentar seus posicionamentos a Administradora Judicial, o Watchdog e o Gatekeeper. O Ministério Público também será chamado a se manifestar.
A magistrada ainda determinou uma verificação sobre a prestação de contas do DIP anterior, realizado em 20 de julho, no valor de R$40 milhões. Caso a prestação de contas já tenha sido apresentada, o cartório deverá indicar o documento correspondente. Se houver um processo específico para tratar do tema, os autos deverão ser encaminhados para análise.
Em outras palavras, Doutora Simone Chevrant barrou o empréstimo DIP do Vasco. No final das contas, ela condicionou qualquer novo empréstimo ao trabalho da Auditoria que nem foi contratada ainda.
— Gustavo Cunha (@gustavotutinha) August 18, 2026
Outra questão que aguarda análise é a alienação da UPI, operação estruturada pelo clube para permitir a entrada de um novo investidor na SAF. A proposta apresentada à Justiça coloca a Almirante Capital como "stalking horse", termo utilizado para designar o investidor de referência em uma operação desse tipo.
A empresa teria compromisso de aportar R$500 milhões, além da possibilidade de realizar investimentos adicionais de até R$300 milhões por ano durante cinco anos. Chevrand também determinou que o Gatekeeper tenha acesso aos documentos e aos incidentes que tramitam sob sigilo e que sejam necessários para o exercício de sua função de fiscalização.
Com a decisão, os R$150 milhões solicitados pelo Vasco ainda não foram liberados. A Justiça pretende analisar as manifestações dos credores e dos órgãos responsáveis pelo acompanhamento da recuperação judicial, além de verificar a situação da prestação de contas do financiamento anterior. Somente após essas etapas a magistrada deverá decidir se autoriza ou não a nova captação.
🚨 777 DEVE PAGAR A AUDITORIA, MAS VASCO PODE ADIANTAR O VALOR
— Podcast Cruzmaltino (@PodCruzmaltino) August 18, 2026
Complementando o post anterior sobre o novo DIP do Vasco 💢:
A juíza Simone Gastesi Chevrand definiu que os honorários da empresa responsável pela auditoria deverão ser pagos pela parte autora da ação, a 777 Carioca… pic.twitter.com/K5Xmmn6ixf
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