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Gigante paulista pode "perder" CT após Ministério Público cobrar indenização milionária

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Ministério Público pede revisão de acordo e indenização milionária ao São Paulo por descumprimento de contrapartidas.  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 13/04/2025, às 08h55



O São Paulo foi acionado na Justiça pelo Ministério Público (MP-SP), em março, devido a uma dívida que pode chegar a R$ 117 milhões, pelo que considera uso indevido do terreno do Centro de Treinamento (CT) da Barra Funda. Além disso, o órgão ainda pede que a Prefeitura reveja o acordo com o clube, estabelecendo novas obrigações e retomando a área em caso de descumprimento

De acordo com o Uol, o CT do São Paulo fica em um terreno da Prefeitura, cedido ao clube nos anos 1980, em troca de contrapartidas. O acordo original terminou em 2023, mas foi renovado por tempo indeterminado. Na ação, o Ministério Público paulista afirma à Justiça que o São Paulo descumpriu duas contrapartidas:

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  • a construção de duas creches, estabelecida em acordo de fevereiro de 2022
  • o uso periódico, por alunos da rede pública, das instalações esportivas do clube, estabelecido em 1982.

Devido a isso, o órgão exige à Justiça que o São Paulo pague um aluguel retroativo de R$ 3 milhões mensais pelo período em que usou o terreno sem ter entregue as creches. Aplicado até fevereiro de 2022, o valor chegaria a R$ 117 milhões. O MP também pede indenizações para o que chama de "dano social" causado pelo uso do terreno, a serem arbitradas pela Justiça.

Ainda de acordo com o Uol, além da ação movida pelo MP, também existe um processo administrativo interno da Prefeitura de São Paulo — que trata da cessão do CT da Barra Funda. Nele, documentos mostram que o São Paulo está pronto para iniciar as obras desde 2023, mas que, apesar disso, as intervenções não foram iniciadas.

O acordo pela construção das creches previa que o clube seria responsável pelas obras, mas que elas aconteceriam em terrenos indicados e cedidos pela Prefeitura. Só que, até hoje, a administração municipal não disponibilizou as áreas.

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