Esporte
Publicado em 19/08/2024, às 00h13 Redação
Uma investigação do Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo apontou que dirigentes que possuem ligação com empresas que gerenciam carreiras de jogadores de futebol lavaram dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do Estadão.
De acordo com o jornal, o órgão tem em mãos contratos e o depoimento do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, de 38 anos, responsável pelas acusações. Até o momento, os crimes investigados não têm relação com atletas, cartolas e clubes. No entanto, investigações do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) estão em curso para identificar se a origem dos recursos usados para a negociação dos esportistas foi o tráfico de drogas.
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Antônio Vinícius falou, no acordo de delação, sobre o empresário de futebol Danilo Lima de Oliveira, o Tripa, da Lion Soccer Sports. Ele também teria participação na UJ Football Talent. Além dele, quem também foi apontado pelo delator foi Rafael Maeda Pires, o Japa do PCC. Ainda segundo Gritzbach, ele participou do cotidiano das decisões da FFP Agency Ltda, do empresário Felipe D’Emílio Paiva, antes de ser assassinado, em 2023. A FFP afirmou que desconhece a delação. Já a Lion não foi localizada.
As empresas que estão sendo investigadas agenciam ou já agenciaram jogadores famosos, como Emerson Royal (Milan), Eder Militão, (Real Madrid), Du Queiroz (ex-Corinthians, que atua no Grêmio) e Igor Formiga (ex-Corinthians, que defende o Novorizontino).
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