Esporte
A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo será marcada por uma operação logística incomum. De acordo com o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh, os jogadores da equipe precisarão entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia de cada partida disputada no país.
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A delegação iraniana ficará baseada em Tijuana, no México, cidade localizada próxima à fronteira americana. Com isso, os atletas viajarão para os Estados Unidos apenas para os compromissos oficiais e retornarão imediatamente após os jogos.
A medida ocorre em meio às tensões diplomáticas entre Irã e Estados Unidos. Desde o agravamento do conflito entre os dois países, houve atrasos na emissão de vistos para integrantes da delegação iraniana, levando a federação a transferir sua concentração de Tucson, no Arizona, para o território mexicano.
Eles podem entrar pela manhã e terão que sair no mesmo dia", afirmou Pasandideh durante entrevista coletiva realizada em Tijuana.
Seleção do Irã terá que entrar e sair dos Estados Unidos nos dias de jogos na Copa do Mundo.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) June 7, 2026
A Seleção Iraniana ficará hospedada no México e será obrigada a fazer as viagens de ida e volta no mesmo dia das partidas.
A medida tem relação com a guerra entre Irã e Estados Unidos.… pic.twitter.com/uuSM8FstFE
Integrante do Grupo G, o Irã enfrentará Bélgica, Egito e Nova Zelândia na primeira fase da competição. As três partidas da equipe serão realizadas em solo americano, com dois confrontos programados para Los Angeles e um para Seattle.
Além das restrições de deslocamento, a delegação ainda enfrenta dificuldades relacionadas aos vistos. Segundo autoridades iranianas, 15 integrantes do grupo seguem sem autorização para entrar nos Estados Unidos. Entre eles estão dirigentes e membros da comissão técnica.
Em publicação na rede social X, a embaixada do Irã na Turquia questionou a negativa dos vistos para parte dos representantes da seleção, incluindo dirigentes, auxiliares técnicos e outros profissionais ligados à equipe.
A manifestação foi uma resposta às declarações do embaixador americano na Turquia, Tom Barrack, que informou que os jogadores e os membros considerados essenciais da comissão técnica haviam recebido autorização para viajar.
Embora a Casa Branca tenha confirmado a emissão dos vistos para os atletas, autoridades iranianas classificaram a recusa para outros integrantes da delegação como um ato de discriminação.
Segundo a agência Fars, mais de uma dezena de profissionais das áreas médica e esportiva tiveram seus pedidos rejeitados. Entre os afetados está o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.
As restrições estariam relacionadas a possíveis vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, já havia declarado que pessoas ligadas à organização não seriam autorizadas a entrar no país. Mehdi Taj, ex-comandante da Guarda Revolucionária, também foi impedido anteriormente de participar do sorteio da Copa do Mundo realizado em dezembro.
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