Esporte

Justiça dá prazo de três dias para CBF pagar ex-diretor baiano que acusou entidade de xenofobia

Divulgação/CBF
Ex-diretor jurídico, Gamil Foppel, alega também “rescisão abusiva” por parte da CBF  |   Bnews - Divulgação Divulgação/CBF
José Gabriel

por José Gabriel

Publicado em 10/04/2026, às 07h17



A Justiça do Rio de Janeiro estabeleceu um prazo para que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pague cerca de R$ 800 mil ao advogado e ex-diretor jurídico da entidade, Gamil Foppel, que acusa a instituição de xenofobia contra baianos após a saída do ex-presidente Ednaldo Rodrigues.

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A decisão foi publicada na quinta-feira (9), e a CBF terá até três dias para efetuar o pagamento, sob pena de penhora, segundo informações da ESPN. Na ação, Gamil afirma que o ambiente na entidade se tornou impróprio para prestadores de serviço oriundos da Bahia, que passaram a ser desligados.

“A abusiva rescisão (da CBF com Foppel) não configura um ato isolado de gestão, mas sim o ápice de um nítido e preocupante padrão de perseguição a prestadores de serviço de origem baiana [...] A saída de Ednaldo e a ascensão de Samir Xaud à presidência desencadearam um movimento de descredenciamento que ignora solenemente critérios de eficiência e meritocracia. Nesse contexto, é imperativo registrar que a esmagadora maioria dos prestadores de serviços detentores do prefixo telefônico 71 (Bahia) foi desligada, sendo pessoas que sequer tinham qualquer tipo de vínculo direto com a presidência, o que denota o caráter regionalista dos desligamentos, baseados na origem geográfica dos profissionais”, disse o advogado ao tribunal.

Ainda de acordo com a ESPN, Gamil Foppel afirma que viabilizou a recuperação de R$ 1 bilhão em ativos para a CBF durante os 11 meses em que ocupou o cargo de diretor jurídico, com índice de decisões favoráveis superior a 90%. Mesmo assim, teria sido demitido, segundo ele, em razão de sua origem baiana.

O advogado cobra da CBF os salários de junho e julho, além de valores proporcionais de agosto, rescisão antecipada e multa de 10% sobre o contrato, totalizando R$ 728.645,62, acrescidos de juros e correção. Com honorários, o valor da dívida ultrapassa R$ 800 mil.

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