Esporte

Justiça decide: “BBMP” é do Bahia e empresa fica proibida de usar a marca

Divulgação/EC Bahia
Clube entrou na Justiça após outra empresa registrar a marca "BBMP" no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)  |   Bnews - Divulgação Divulgação/EC Bahia
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 21/01/2026, às 10h49 - Atualizado às 11h35



O Esporte Clube Bahia conseguiu na Justiça o direito ao uso exclusivo da marca “BBMP”, sigla associada à torcida tricolor e amplamente utilizada em referências ao clube, "Bora Bahêa Minha Porra". A decisão impede que uma empresa utilize a expressão em produtos comerciais após registro feito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!

A empresa havia registrado o "BBMP" em 2021 para comercializar produtos como camisas, bonés, canecas e bolsas. Com isso, o Bahia entrou na Justiça alegando que a marca é diretamente ligada ao clube e à torcida, e que o uso por outra instituição poderia confundir os torcedores, que poderiam achar que os produtos eram oficiais do Esquadrão.

A empresa se apoiou no princípio da especialidade, que permite que marcas iguais coexistam se forem registradas para produtos diferentes. No entanto, a juíza Luisa Ferreira Lima Almeida, da 11ª Vara Federal Cível de Salvador, decidiu que a empresa deve parar imediatamente de usar a marca, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

"Embora o princípio da especialidade, em regra, limite a proteção da marca à classe para a qual foi registrada, ele não possui caráter absoluto e deve ser interpretado à luz das circunstâncias concretas e da finalidade maior do sistema marcário. [...] A expressão BBMP adquiriu inegável carga simbólica, histórica e cultural, estando profundamente enraizada na identidade do Esporte Clube Bahia e de sua torcida. Não há, no imaginário coletivo ou no mercado, qualquer outra entidade, produto ou serviço ao qual a expressão ‘BBMP’ remeta senão ao clube de futebol autor", destacou a juíza.

Além da multa diária, a empresa também terá que pagar R$ 3 mil de honorários ao advogado do Bahia.  A reportagem não conseguiu contato com a empresa envolvida. O espaço segue aberto para posicionamento.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)