Esporte

Justiça Desportiva veta atleta trans por unanimidade e jogadora fica impedida de atuar na Superliga Feminina

STJD decide por unanimidade sobre Tifanny Abreu no vôlei - Reprodução/Foto: Pixabay
A Justiça Desportiva decidiu barrar a atleta Tifanny Abreu da Superliga Feminina de Vôlei, revogando liminar anterior que permitia sua participação.  |   Bnews - Divulgação STJD decide por unanimidade sobre Tifanny Abreu no vôlei - Reprodução/Foto: Pixabay
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 24/10/2026, às 11h46



Por decisão unânime, a Justiça Desportiva decidiu impedir a atleta trans Tifanny Abreu de disputar a Superliga Feminina de Vôlei na temporada 2026/2027. A decisão foi tomada na sexta-feira (23) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e revogou a liminar que autorizava a jogadora a defender o Osasco nas competições de vôlei.

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A liminar havia sido concedida pela Justiça comum no dia 16 de outubro, liberando que Tifanny disputasse a Supercopa Feminina e a Superliga. Com a autorização provisória, a jogadora ainda participou de dois jogos.

Com a nova decisão, a oposta de 41 anos fica novamente impedida de entrar em quadra pelo clube paulista na principal competição nacional da modalidade. A defesa da atleta pretende solicitar uma reavaliação da decisão.

Entenda o caso

A CBV anunciou em agosto mudanças nos critérios de elegibilidade para as competições femininas, seguindo diretrizes adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). A nova política prevê a apresentação de exame genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino, condição imposta para participar de competições femininas.

Diante da decisão, a atleta recorreu à Justiça para tentar garantir o direito de continuar atuando profissionalmente. Tifanny foi diretamente afetada pela mudança por ser uma atleta trans e foi excluída das competições.

O que diz a Justiça Desportiva

O STJD entendeu que a existência de regras internacionais, mesmo com atuação anterior pelo Osasco, não impede a atualização de critérios de elegibilidade pela entidade. A decisão também destacou a autonomia das organizações esportivas para estabelecer normas técnicas.

A defesa de Tifanny, por sua vez, pretende recorrer à Justiça comum para tentar reverter o impedimento. O caso ainda pode ter novos desdobramentos na Justiça comum.

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