Esporte

Médico e até família política ligada à ditadura: saiba os laços de provável novo presidente da CBF

Rafael Ribeiro/CBF
Novo presidente da CBF será eleito no próximo domingo (25)  |   Bnews - Divulgação Rafael Ribeiro/CBF
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 23/05/2025, às 15h27 - Atualizado às 16h02



O novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, será eleito oficialmente no próximo domingo (25), já que é candidato único da entidade máxima do futebol brasileiro.

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O novo mandatário nasceu em 25 de fevereiro de 1984, tem 41 anos e cresceu em um bairro de classe média na cidade de Boa Vista, capital do estado de Roraima, no qual era presidente da federação local. O bairro em questão é o São Francisco, lugar em que seus pais vivem até hoje. 

Samir começou a jogar futebol durante sua adolescência, no fim dos anos 1990 em times locais na posição de goleiro. Nesta mesma época, ele começou o relacionamento com sua atual esposa, Natália, mãe de seus três filhos.

Xaud chegou a jogar como goleiro no Atlético Roraima, mas optou por parar sua carreira para estudar medicina. Hoje médico, ele é infectologista e dono de uma clínica de medicina do esporte. Além disso, é faixa-preta de Jiu-Jitsu, esporte que pratica desde a década de 90.

Seu pai, José Gama Xaud, tem 80 anos e comanda a Federação Roraimense de Futebol desde 1983, há 42 anos, sendo que a entidade foi criada em 1974. A sua mãe, Ilma de Araujo Xaud, de 75 anos, tem ligação próxima com a política. 

Acontece que ela é doutora em Ciência da Educação pela Universidad Evangélica del Paraguay (UEP) e já assumiu diversos cargos políticos, tendo sido secretária de Educação da prefeitura de Boa Vista na gestão de 1997 a 2001 e do Governo de Roraima no mandato de 2004 a 2007.

As suas passagens nas duas esferas (municipal e estadual) se deram em gestões do ex-governador roraimense Ottomar Pinto (1931-2007). Pernambucano da cidade de Petrolina, o antigo gestor era militar de carreira e governou Roraima por três oportunidades.

A primeira delas como interventor da ditadura militar, de 1979 a 1983. Atualmente, ele tem uma estátua dele adorna o gramado em frente ao Palácio Senador Hélio Campos, a sede do governo de Roraima.

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