Esporte
por Gabriel Santana
Publicado em 14/11/2025, às 19h47
O meia Oscar, camisa 8 do São Paulo, foi diagnosticado com síncope vasovagal, na última quinta (13), após passar mal e apresentar uma alteração súbita durante os exames de rotina realizados pelo clube, no Centro de Treinamento da Barra Funda, em São Paulo (SP).
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O clube paulista informou na última quinta-feira (13) que a investigação realizada no Albert Einstein Hospital Israeltita, comprovou um diagnóstico de síncope vasovagal. De acordo com o g1, o problema ocorre quando o corpo sofre uma queda repentina da pressão arterial e frequência cardíaca, o que reduz temporariamente o fluxo do sangue para o cérebro.
Oscar permanece clinicamente estável. Nesta sexta (14), o jogador deve passar por um estudo eletrofisiológico, para que os médicos analisem a condição elétrica do coração, a fim de descartar qualquer arritmia que possa ter contribuído para o episódio.
A síncope vasovagal é tida como a causa mais frequente de desmaios em adultos jovens e pessoas saudáveis. Dura poucos segundos e a recuperação é rápida, mas quando atingem atletas de alto rendimento, uma série de protocolos clínicos para afastarem as causas cardíacas potencialmente graves.
O problema causa impactos ao sistema nervoso autônomo, que controla funções involuntárias como batimentos cardíacos, calibre dos vasos, pressão arterial e digestão. O sistema funciona através de duas forças, a simpático e parassimpático.
Confira as características
A síncope vasovagal pode ser causada por esforço físico intenso, dor ou estresse durante um exame, desidratação, calor excessivo, mudanças bruscas de postura, jejum prolongado, distensão abdominal após comer e ansiedade ou emoções bruscas.
A prevenção é comportamental e pode ser composta de ações simples como se manter hidratado, fracionar refeições, levantar-se devagar, evitar ficar muito tempo em pé e reconhecer os sintomas prévios. O cirurgião cardiovascular da Beneficiência Portuguesa de São Paulo, Ricardo Katayose, explica como uma pessoa se sente até o desmaio.
É como se o nervo vago, que é o principal condutor do parassimpático, puxasse um freio de mão fisiológico. Ele abaixa a frequência do coração e derruba a pressão. O cérebro recebe menos sangue, e isso leva ao desmaio”.
A presença de um desmaio em um jogador de futebol profissional costuma gerar espanto, mas nem sempre a síncope vasovagal ocorre em relação a doenças cardíacas e pode atingir qualquer pessoa, independentemente do nível de condicionamento físico.
É uma condição relativamente comum, e algumas pessoas só manifestam pela primeira vez na fase adulta. Outros passam a apresentar depois de alguma outra condição cardíaca”.
O especialista ressalta que a indicação em casos de presenciar uma pessoa sofrendo com os sintomas, é deitá-la de costas e elevar as pernas. A atividade aumenta o retorno do sangue ao coração e cérebro, além de acelerar a recuperação, enquanto não exista a presença de equipes de saúde para realizar o atendimento.
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