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Mulheres lideram a Arena Fonte Nova durante preparação para a Copa do Mundo da FIFA 2027; confira

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A presença feminina na Arena Fonte Nova reflete a evolução e a força das mulheres em setores tradicionalmente masculinos  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 06/03/2026, às 15h27



A participação feminina faz parte da trajetória da Arena Fonte Nova desde a construção do estádio, em Salvador. Mulheres atuaram em diferentes etapas da obra e em várias áreas de trabalho, como concretagem, arquitetura, engenharia, montagem de andaimes, ferragem, soldagem e também em setores administrativos.

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Esse histórico continua presente na estrutura atual de funcionamento do equipamento. Hoje, a administração da Arena conta com 54 colaboradoras. Desse total, 43% ocupam cargos de liderança em setores como Operações, Financeiro, Comunicação, Recursos Humanos, Hospitalidade e Jurídico, refletindo a presença feminina em áreas estratégicas da gestão do estádio.

Entre essas profissionais está a engenheira eletricista Sarah Cerqueira, que trabalha há oito anos na Arena Fonte Nova. Ela destaca que a atuação no estádio representa não apenas o exercício da engenharia em um dos principais palcos do futebol brasileiro, mas também a consolidação do espaço das mulheres em áreas historicamente ocupadas por homens.

Segundo Sarah, a presença feminina em funções técnicas e de liderança contribui para ampliar oportunidades para outras mulheres que desejam seguir carreira nesses setores.

“Como mulher na engenharia, ocupar esse lugar também é uma forma de mostrar que competência não tem gênero e que cada mulher que chega abre caminho para muitas outras”, afirmou.

A Arena também investe na formação profissional de jovens que iniciam a carreira. Um dos exemplos é a jovem aprendiz Suelen Assis, que começou a trabalhar no estádio há quatro meses. 

Assis destaca que a experiência tem contribuído para desenvolver habilidades relacionadas à organização, responsabilidade, comunicação e trabalho em equipe. De acordo com Suelen, o ambiente de trabalho no estádio permite compreender a complexidade da organização necessária para a realização de grandes eventos.

“Estar nesse lugar onde ocorrem grandes eventos e onde muitas pessoas trabalham juntas para que tudo funcione bem me fez perceber como cada pessoa tem um papel importante. Trabalhar na Arena Fonte Nova me ensina que a dedicação, o esforço e o planejamento são muito importantes para que tudo dê certo, e isso me inspira todos os dias a alcançar meus objetivos”, relatou.

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Sarah Cerqueira e Suelen Assis - Foto: Divulgação

A presença feminina também se conecta com os preparativos para a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, que será realizada no Brasil. A competição será a primeira edição do torneio disputada na América do Sul e contará com a participação de 32 seleções.

Salvador foi confirmada como uma das oito cidades-sede do evento, e a Arena Fonte Nova foi escolhida para receber partidas do torneio. A administração do estádio já desenvolve ações voltadas à preparação para o evento internacional.

Além da estrutura esportiva, a Arena pretende promover atividades e debates antes da competição voltados ao protagonismo feminino, liderança e empreendedorismo, com o objetivo de ampliar a discussão sobre a presença das mulheres no esporte.

Para a gerente de Operações da Arena Fonte Nova, Milena Andrade, a realização da Copa do Mundo Feminina no país terá impacto significativo para o fortalecimento da participação feminina no futebol.

Segundo Andrade, o torneio contribuirá para ampliar a visibilidade e o reconhecimento das mulheres que atuam tanto dentro de campo quanto nos bastidores da modalidade.

“Esse torneio mundial tem uma relevância tanto simbólica quanto prática. Ele contribuirá para ampliar a visibilidade, o reconhecimento e a quebra de paradigmas. Também será uma inspiração para futuras gerações, especialmente para mulheres que atuam nos bastidores do futebol”, afirmou.

Além das iniciativas institucionais, a Arena também mantém projetos sociais voltados à formação de crianças e adolescentes. Um deles é o projeto Fonte de Sonhos, criado em 2019 e integrado ao programa de ASG do estádio.

A iniciativa atende cerca de 300 alunos de comunidades do entorno da Arena Fonte Nova. Entre eles, 135 são meninas com idades entre 5 e 16 anos, que participam de atividades esportivas gratuitas como jiu-jítsu, capoeira, boxe e balé. O projeto também oferece uma turma de boxe e defesa pessoal voltada para mulheres a partir dos 16 anos.

De acordo com a gerente de Comunicação e Responsabilidade Social da Arena, Thaise Muniz, o esporte tem papel importante no desenvolvimento social e pessoal das participantes.

“A atividade esportiva tem um poder incrível de impactar positivamente não só essas jovens atletas, mas também suas famílias. Acreditamos no talento, no fortalecimento da autoestima e no esporte como ferramenta de oportunidades, capaz de inspirá-las tanto nas experiências no Fonte de Sonhos quanto no futuro”, destacou.

Classificação Indicativa: Livre

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