Esporte
A lateral Fê Palermo, do Palmeiras e da Seleção Brasileira Feminina, se manifestou publicamente contra a contratação do técnico Cuca pelo Santos. Em um longo desabafo nas redes sociais, a atleta criticou a decisão e cobrou mudanças na postura do futebol diante de casos envolvendo acusações graves fora de campo, nesta quinta-feira (19).
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O anúncio do treinador reacendeu discussões sobre o episódio ocorrido em 1987, quando, ainda como jogador do Grêmio, Cuca foi acusado de envolvimento em um caso de violência sexual contra uma adolescente de 13 anos, na Suíça, episódio que ficou conhecido como “Escândalo de Berna”.
Diretoria do Santos vê Cuca como um técnico de "perfil agregador", que "não cria intrigas".
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) March 19, 2026
Além disso, o conhecimento do treinador sobre o clube também pesou a seu favor.
🗞️ @ESPNBrasil | @felipee_sil
📸 Ivan Storti/SFC pic.twitter.com/wfymz81YzQ
Em 1989, o técnico foi condenado pela Justiça suíça, mas não cumpriu a pena por já estar no Brasil. Décadas depois, em 2023, a condenação foi anulada por questões processuais, sem análise do mérito, ou seja, não houve reavaliação sobre culpa ou inocência. O caso também não pode mais ser reaberto devido à prescrição.
No posicionamento, Fê Palermo afirmou que o futebol não pode ser tratado com fanatismo a ponto de ignorar comportamentos fora das quatro linhas. A jogadora citou outros episódios envolvendo nomes conhecidos do esporte e criticou o que considera uma tendência de relativizar condutas por conta do desempenho esportivo.
A atleta também mencionou experiências dentro do próprio ambiente do futebol, incluindo passagens pelo Santos, onde, segundo ela, já houve denúncias e episódios de assédio. Para Palermo, há uma “omissão” recorrente diante desse tipo de situação, inclusive no futebol feminino.
Em tom contundente, a lateral questionou a repetição de cenários semelhantes e defendeu que clubes adotem critérios mais rígidos na contratação de profissionais envolvidos em acusações graves, mesmo quando não há conclusões definitivas.
A lógica é simples: não cometam crimes. E, diante de acusações, não sejam coniventes”, escreveu.
Fê Palermo também revelou já ter sido vítima de abusos, reforçando que o silêncio contribui para a continuidade desses problemas. A jogadora cobrou mais responsabilidade dos dirigentes e destacou a importância de considerar o histórico e a imagem dos profissionais nas decisões tomadas pelos clubes.
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