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Narrador é afastado após caso de xenofobia contra time feminino do Bahia; entenda

Reprodução / Youtube / Canal GOAT
Após caso de xenofobia, profissional será resciclado pela empresa  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube / Canal GOAT


O narrador do Canal GOAT, Anderson Cheni, de 49 anos, foi afastado das atividades profissionais na emissora e passará por um período de "reciclagem". Ele esteve diretamente envolvido no caso de xenofobia sofrido pelas Mulheres de Aço no duelo contra o Avaí/Kindermann na Brasil Ladies Cup. Agora, Cheni passará por um período de aprendizado para que casos como esse não se repitam.

A tendência é que, após esse período, o profissional seja reavaliado pela direção do canal. Ou seja, Cheni ainda não sabe se permanecerá atuando ou não pelo canal GOAT em 2025. Não há informações sobre quanto tempo esse processo levará.

Relembre o caso

Na terça-feira, 17 de dezembro de 2024, o Bahia entrava em campo com o seu time feminino para enfrentar o Avaí pela 2ª rodada da Brasil Ladies Cup. A partida terminou com um triunfo das Mulheres de Aço, por 2 a 1, mas o comentário do narrador Anderson Cheni, marcou negativamente a transmissão. À época, o jogo se aproximada do final e o profissional fez comentários xenofóbicos contra as baianas.

Dois e meio para acabar o jogo. E aí aquela preguiça baiana para valorizar a bola e deixar o tempo passar. Quem ter que correr é a bola e não o Bahia", disse Anderson Cheni.

Esse comentário rapitamente gerou uma repercussão negativa o que levou ao narrador a tentar se justificar. "Quando eu falo preguiça quero dizer que é sem pressa, devagar. Se o Avaí tivesse ganhando também iria na preguiça, devagar. Preguiça pode ser de qualquer time, que enquanto tiver ganhando vai valorizar a bola", explicou o narrador da partida, Anderson Cheni.

A justificativa não colou e as criticas continuaram. O próprio Bahia se manifestou criticando a postura do narrador. Cheni também falou sobre o caso posteriormente.

Preguiça mesmo é ainda ter que conviver com comentários assim", disse o clube por meio de uma nota oficial.

Quem também se manifestou sobre o caso foi o próprio Canal GOAT. Na época, o veículo afirmou que tem premissas baseadas no respeito e na diversidade e que não compactuava com as declarações do narrador.

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