Esporte
por Analu Teixeira e Alex Torres
Publicado em 12/11/2025, às 18h01
O Movimento Vitória SAF anunciou, na última segunda-feira (10), o desligamento de seus representantes Ney Campello e Daniel Barbosa do Grupo de Trabalho para Estruturação da SAF do Esporte Clube Vitória.
A decisão marca uma ruptura com a atual gestão e reforça o apoio do grupo à candidatura de Marconi Amaral à presidência do clube nas eleições de dezembro.
Em entrevista ao BNews, Ney Campello, líder do movimento, afirmou que o momento é de mudança e transformação dentro do Vitória, defendendo um modelo de clube, moderno, profissional e democrático.
“A candidatura de Marconi é uma candidatura de mudança. É M de Marconi, M de Mudança. É uma candidatura de transformação do atual ambiente de governança, de geração de princípios e de premissa”, afirmou Ney.
Segundo ele, a proposta do movimento é romper com um modelo considerado ultrapassado, no qual o clube “foi historicamente administrado por famílias e grupos fechados”.
“O modelo atual é obsoleto. O torcedor precisa voltar a ser protagonista, e não apenas um espectador na arquibancada”, destacou.
Campello defendeu que o Vitória precisa profissionalizar a gestão e adotar uma SAF sustentável, longeva e com investidor majoritário, capaz de unir experiência, recursos e resultados esportivos.
“Não queremos uma SAF de fachada. Queremos uma SAF que traga profissionalização, investimento e projeto esportivo de verdade. O Vitória precisa voltar a ser protagonista, dentro e fora de campo”, reforçou.
Entre as prioridades da candidatura de Marconi Amaral, Ney destacou a reestruturação da base, a valorização do futebol feminino e a aproximação com o torcedor, que, segundo ele, precisa ser tratado como parte fundamental do clube.
“O torcedor rubro-negro vai ser prioridade. Queremos políticas que ampliem o quadro de sócios, que criem experiências acessíveis e fortaleçam o sentimento de pertencimento. O Vitória precisa voltar a sonhar grande”, disse.
Campello ainda defendeu mais participação feminina nos conselhos do clube e uma gestão voltada ao diálogo e à transparência: “Por que o conselho do Vitória é quase todo masculino? Por que não há mulheres no Conselho Deliberativo? O clube cresceu, e a torcida feminina cresceu junto. Está na hora de representá-las.”
O dirigente também fez críticas ao desempenho recente do time à falta de comando técnico dentro do futebol.
“O Vitória é uma gangorra. Tem estrutura, tem orçamento, mas não tem quem conheça de bola tomando decisão, Marconi é gestor e é da bola, é isso que o clube precisa.”
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