Esporte

Próximo adversário do Bahia necessita de 'receitas extraordinárias' para sobreviver; entenda

Rubens Chiri / São Paulo FC - Letícia Martins / EC Bahia
Apesar do superávit, adversário do Bahia ainda depende de vendas de jogadores para equilibrar suas finanças e reduzir dívidas  |   Bnews - Divulgação Rubens Chiri / São Paulo FC - Letícia Martins / EC Bahia
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 01/05/2026, às 13h34



Às vésperas de enfrentar o Bahia, neste domingo (3), pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo divulgou na última quinta-feira (30) o balanço financeiro da temporada 2025, onde revelou avanços importantes, mas também pontos de atenção na gestão monetária.

O clube paulista encerrou o período com superávit de R$56 milhões e conseguiu reduzir sua dívida total em R$110 milhões, passando de R$968 milhões em 2024 para R$858 milhões. O crescimento das receitas foi um dos destaques: o Tricolor Paulista arrecadou R$1,073 bilhão em 2025, contra R$727,5 milhões no ano anterior.

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Grande parte desse salto financeiro veio diretamente do futebol, com negociações de atletas renderam R$283,7 milhões, enquanto direitos de TV e premiações somaram R$245 milhões. Já as receitas com publicidade e patrocínios alcançaram R$121,3 milhões.

Por outro lado, as despesas operacionais permaneceram elevadas, totalizando R$1,016 bilhão, em linha com o registrado no ano anterior. Ainda assim, houve melhora no passivo a descoberto – indicador da dívida patrimonial – que caiu de R$595,7 milhões para R$536,2 milhões.

O São Paulo fechou o ano com R$23,9 milhões em caixa, valor semelhante ao de 2024. Em contrapartida, as contas a receber cresceram significativamente e ultrapassaram R$1,4 bilhão, sinalizando receitas futuras já contratadas. Os empréstimos bancários, por sua vez, giram em torno de R$277,6 milhões.

Apesar da evolução, o cenário ainda exige cautela. O clube segue dependente de receitas extraordinárias, especialmente a venda de jogadores, para equilibrar as finanças.

Inclusive, o balanço acabou reprovado pelo Conselho Deliberativo do São Paulo, no último ano da gestão de Julio Casares.

Entre os pontos levantados, está uma ressalva envolvendo cerca de R$11 milhões em saques que não puderam ser totalmente rastreados pela auditoria. Desse total, aproximadamente R$7 milhões não tiveram comprovação apresentada.

Auditorias também analisaram cartões corporativos ligados a dirigentes. Não foram identificadas irregularidades nos casos de Belmonte e Serginho. Já em relação a Julio Casares, foram apontados cerca de R$500 mil em despesas pessoais, posteriormente reembolsadas, sem detalhamento sobre os critérios adotados para o ressarcimento.

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