Esporte

Ressentido?! Ex-dono de SAF da Série A defende técnico e dispara contra clube: “Tem uma criança comandando”

Divulgação | CBF
O ex-dono de SAF da Série A criticou o seu antigo clube na noite da última terça-feira (18), durante uma entrevista à ESPN  |   Bnews - Divulgação Divulgação | CBF
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 19/08/2026, às 21h37



O investidor inglês e ex-dono da SAF do Botafogo, John Textor, defendeu o técnico Franclim Carvalho, demitido do clube, e detonou a atual administração do clube carioca, na noite da última terça-feira (18).

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Textor deu entrevista exclusiva a ESPN e contou que o atual gestor da SAF do Botafogo, Eduardo Iglesias, é o principal responsável pelo desempenho do alvinegro carioca e que ele comanda o clube como uma criança. A equipe sofreu uma goleada de 6 a 1 na última quinta-feira (13), para o Cienciano (CHI), pela ida das oitavas de final da Sul-Americana.

“Teve o jogo no Peru (contra o Cienciano)... Você olha para esse cara, esse Eduardo (Iglesias, diretor da SAF do Botafogo), e ele nunca dirigiu um clube de futebol na vida, ele nunca comandou um negócio, e aí ele virou o 'novo John Textor'. A decisão de quando o time viajou ao Peru foi dele. Ele deveria ter ouvido o treinador, ouvido a diretoria esportiva. Se você é o chefe, você deve ter esse aprendizado institucional, com tudo o que aprendemos com a derrota que sofremos para a LDU em Quito, das partidas que perdemos na altitude, do sofrimento que tivemos contra o Nacional Potosí. Todo esse aprendizado institucional teria que ter levado a um plano diferente para jogar na altitude (contra o Cienciano, em Cusco).”

Saiu em defesa do técnico

Com a derrota acachapante para a equipe chilena, e o revés sofrido por 1 a 0 contra o Vitória, no último domingo (16), o técnico português foi demitido do cargo. John Textor foi quem contratou Franclim como uma das suas últimas decisões antes de ser afastado pelo Tribunal Arbitral como o gestor do alvinegro.

“Eu sei que parece algo radical, mas a gente estava caminhando nessa direção, por todo o conhecimento institucional que a gente tinha e pela continuidade que queríamos. Nosso calendário era perfeito. A gente tinha um jogo em casa em 26 de julho, tínhamos todo o tempo do mundo. A gente poderia ter mandado o time para a altitude e treinado lá. A gente mandava os jogadores, mandava as esposas, e depois trazia o elenco de volta para enfrentar o Fluminense. Quando a gente voltasse ao Peru, a gente ia massacrar aquele time [Cienciano]. Mas não há continuidade nenhuma, não há conhecimento institucional aplicado, não há liderança nenhuma, porque você tem uma criança comandando o Botafogo.”

John Textor afirmou que Franclim deveria ter sido protegido pela diretoria do Fogão e ressaltou que não demitiria o técnico, pois considera que o Botafogo vai se arrepender da escolha no futuro.


O Botafogo vai enfrentar o Cienciano, na próxima quinta-feira (20), pelo jogo da volta no Rio de Janeiro (RJ). O time brasileiro precisa reverter uma desvantagem, pois perdeu o primeiro confronto por 6 a 1 e precisa fazer cinco gols de diferença, no mínimo, para levar a disputa para os pênaltis.

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